Volta a Portugal: "Amaro Veloso" é o favorito de João Rodrigues para lhe suceder

“Amaro Veloso” é o favorito de João Rodrigues para ganhar a edição especial da Volta a Portugal, com o ciclista algarvio a ‘desvalorizar’ o gesto altruísta de renunciar ao seu título para que a amarela ficasse na W52-FC Porto. Três dias depois de deslumbrar na subida à Torre, com uma exibição de força, o vencedor da Volta a Portugal do ano passado regressou, em entrevista à agência Lusa, àquele momento em que abdicou do seu cetro para proteger a amarela da Amaro Antunes, um gesto que mereceu elogios por parte de companheiros, rivais e adeptos da modalidade. “Nós, na etapa da Senhora da Graça, tínhamos uma estratégia delineada, que era aquele ataque com o Amaro, pois toda a gente estava de olho em mim. Se eu me movimentasse, eles [outros candidatos] iam atrás de mim e aí a corrida ia ser diferente. Nós tínhamos o Amaro em excelentes condições, sabíamos que podíamos vencer dessa maneira e as coisas saíram na perfeição”, começou por detalhar. Depois, na etapa da Torre, os ‘dragões tiveram “uns percalços, com a queda do Ricardo Mestre, que ficou um pouco maltratado e não conseguiu ser tão útil como costuma ser nestas etapas decisivas”. “E, aí, estando a equipa um pouco debilitada, claro que eu tinha de entrar ao trabalho. No ano passado, ganhei a Volta, porque tive uma super equipa ao meu lado, este ano não fazia sentido não ajudar os meus companheiros”, defendeu o ciclista da Faz Fato, sem querer reconhecer qualquer excecionalidade no seu ato. João Rodrigues assumiu à Lusa que, após a vitória no ano passado, vinha com a ambição de ‘bisar’, que as pernas até “estão cá” e que poderia estar na discussão da edição especial, por estar “muito bem fisicamente” – como todos puderam constatar ao longo das quase duas dezenas de quilómetros em que puxou pelo grupo de candidatos, respondendo a qualquer ataque, na escalada à Torre. “Mas não me sentiria bem se não o ajudasse [a Amaro Antunes], porque aqui na equipa a nossa mentalidade é ganharmos, seja com A, B ou C. Queremos é ganhar para o bem da equipa. Quando o [Rui] Vinhas ganhou, no ano seguinte ganhou o Raúl [Alarcón]. Antes do Vinhas ter ganhado, era o Gustavo o líder. Tem mudado de camisola quase de ano para ano, mas sempre dentro da equipa”, notou. Pragmático, o dorsal número 1 vincou que não há anos iguais e que há que aceitar que este não foi o seu, negando qualquer tipo de frustração por, individualmente, ter falhado a defesa do seu título. “Sinto-me bastante bem. Na minha fase inicial como ciclista, também era um trabalhador de equipa e aprendi muito com eles. No ano passado, tive aquela grande oportunidade que consegui aproveitar e fiquei muito grato a eles. Também ainda sou novo, vou ter muitas oportunidades. Este ano estou a ajudar o meu colega, para o ano posso estar a ajudar outra vez ou ser líder, não sei. O futuro é incerto, o que interessa é ganharmos”, disse o ciclista de 25 anos. E, na véspera da chegada a Lisboa, a W52-FC Porto está bem lançada para o fazer, com Antunes na liderança e Gustavo Veloso, vencedor do prólogo e um dos maiores especialistas na luta contra o cronómetro, no terceiro lugar da geral, a 01.13 minutos da camisola amarela. “Para mim, o favorito é o Amaro Veloso. Para mim esse é o favorito”, disparou, rindo-se, quando questionado sobre qual dos seus companheiros estaria em melhor situação para chegar à amarela. “Se formos analisar bem, é claro que o contrarrelógio favorece o Gustavo. Mas o Gustavo também está com um minuto e pouco de atraso para o Amaro. Um minuto em 17 quilómetros não é impossível de retirar, mas é complicado. O Amaro também está numa excelente forma, por isso o mais importante é que consigam fazer um excelente contrarrelógio, que até Lisboa corra tudo bem, sem quedas e percalços. Depois, a decisão… quem for mais forte que ganhe”, resumiu o sexto classificado da geral individual.

Volta a Portugal: "Amaro Veloso" é o favorito de João Rodrigues para lhe suceder
“Amaro Veloso” é o favorito de João Rodrigues para ganhar a edição especial da Volta a Portugal, com o ciclista algarvio a ‘desvalorizar’ o gesto altruísta de renunciar ao seu título para que a amarela ficasse na W52-FC Porto. Três dias depois de deslumbrar na subida à Torre, com uma exibição de força, o vencedor da Volta a Portugal do ano passado regressou, em entrevista à agência Lusa, àquele momento em que abdicou do seu cetro para proteger a amarela da Amaro Antunes, um gesto que mereceu elogios por parte de companheiros, rivais e adeptos da modalidade. “Nós, na etapa da Senhora da Graça, tínhamos uma estratégia delineada, que era aquele ataque com o Amaro, pois toda a gente estava de olho em mim. Se eu me movimentasse, eles [outros candidatos] iam atrás de mim e aí a corrida ia ser diferente. Nós tínhamos o Amaro em excelentes condições, sabíamos que podíamos vencer dessa maneira e as coisas saíram na perfeição”, começou por detalhar. Depois, na etapa da Torre, os ‘dragões tiveram “uns percalços, com a queda do Ricardo Mestre, que ficou um pouco maltratado e não conseguiu ser tão útil como costuma ser nestas etapas decisivas”. “E, aí, estando a equipa um pouco debilitada, claro que eu tinha de entrar ao trabalho. No ano passado, ganhei a Volta, porque tive uma super equipa ao meu lado, este ano não fazia sentido não ajudar os meus companheiros”, defendeu o ciclista da Faz Fato, sem querer reconhecer qualquer excecionalidade no seu ato. João Rodrigues assumiu à Lusa que, após a vitória no ano passado, vinha com a ambição de ‘bisar’, que as pernas até “estão cá” e que poderia estar na discussão da edição especial, por estar “muito bem fisicamente” – como todos puderam constatar ao longo das quase duas dezenas de quilómetros em que puxou pelo grupo de candidatos, respondendo a qualquer ataque, na escalada à Torre. “Mas não me sentiria bem se não o ajudasse [a Amaro Antunes], porque aqui na equipa a nossa mentalidade é ganharmos, seja com A, B ou C. Queremos é ganhar para o bem da equipa. Quando o [Rui] Vinhas ganhou, no ano seguinte ganhou o Raúl [Alarcón]. Antes do Vinhas ter ganhado, era o Gustavo o líder. Tem mudado de camisola quase de ano para ano, mas sempre dentro da equipa”, notou. Pragmático, o dorsal número 1 vincou que não há anos iguais e que há que aceitar que este não foi o seu, negando qualquer tipo de frustração por, individualmente, ter falhado a defesa do seu título. “Sinto-me bastante bem. Na minha fase inicial como ciclista, também era um trabalhador de equipa e aprendi muito com eles. No ano passado, tive aquela grande oportunidade que consegui aproveitar e fiquei muito grato a eles. Também ainda sou novo, vou ter muitas oportunidades. Este ano estou a ajudar o meu colega, para o ano posso estar a ajudar outra vez ou ser líder, não sei. O futuro é incerto, o que interessa é ganharmos”, disse o ciclista de 25 anos. E, na véspera da chegada a Lisboa, a W52-FC Porto está bem lançada para o fazer, com Antunes na liderança e Gustavo Veloso, vencedor do prólogo e um dos maiores especialistas na luta contra o cronómetro, no terceiro lugar da geral, a 01.13 minutos da camisola amarela. “Para mim, o favorito é o Amaro Veloso. Para mim esse é o favorito”, disparou, rindo-se, quando questionado sobre qual dos seus companheiros estaria em melhor situação para chegar à amarela. “Se formos analisar bem, é claro que o contrarrelógio favorece o Gustavo. Mas o Gustavo também está com um minuto e pouco de atraso para o Amaro. Um minuto em 17 quilómetros não é impossível de retirar, mas é complicado. O Amaro também está numa excelente forma, por isso o mais importante é que consigam fazer um excelente contrarrelógio, que até Lisboa corra tudo bem, sem quedas e percalços. Depois, a decisão… quem for mais forte que ganhe”, resumiu o sexto classificado da geral individual.