Venezuela: Policias e militares assassinaram 1.611 pessoas no primeiro semestre de 2020

A Organização Não-Governamental (ONG) Programa Venezuelano de Ação Educativa em Direitos Humanos (Provea) acusou hoje polícias e militares da Venezuela de terem assassinado 1.611 pessoas nos primeiros seis meses de 2020, uma média de nove pessoas por dia. “A maioria das vítimas eram jovens pobres, entre 18 e 30 anos (…) Na maioria dos assassinatos perpetrados pelas forças de segurança, presume-se que no âmbito de execuções extrajudiciais”, explica a ONG num comunicado. Os dados hoje divulgados são o resultado de um trabalho conjunto realizado pelo Centro de Pesquisas dos Padres Jesuítas "Centro Gumilla" e Provea. “As vítimas da violência institucional na Venezuela são consequência de uma política de Estado que combina o incentivo dado pelas altas autoridades para se cometerem abusos e a impunidade estrutural do sistema da justiça, controlado pelo projeto político oficial”, explica. Segundo a Provia, os polícias e militares “atuam com plena liberdade, tendo a certeza de que a sua conduta não será investigada ou punida, porque contam com o apoio de governadores, ministros e outras altas figuras da gestão pública”.

Venezuela: Policias e militares assassinaram 1.611 pessoas no primeiro semestre de 2020
A Organização Não-Governamental (ONG) Programa Venezuelano de Ação Educativa em Direitos Humanos (Provea) acusou hoje polícias e militares da Venezuela de terem assassinado 1.611 pessoas nos primeiros seis meses de 2020, uma média de nove pessoas por dia. “A maioria das vítimas eram jovens pobres, entre 18 e 30 anos (…) Na maioria dos assassinatos perpetrados pelas forças de segurança, presume-se que no âmbito de execuções extrajudiciais”, explica a ONG num comunicado. Os dados hoje divulgados são o resultado de um trabalho conjunto realizado pelo Centro de Pesquisas dos Padres Jesuítas "Centro Gumilla" e Provea. “As vítimas da violência institucional na Venezuela são consequência de uma política de Estado que combina o incentivo dado pelas altas autoridades para se cometerem abusos e a impunidade estrutural do sistema da justiça, controlado pelo projeto político oficial”, explica. Segundo a Provia, os polícias e militares “atuam com plena liberdade, tendo a certeza de que a sua conduta não será investigada ou punida, porque contam com o apoio de governadores, ministros e outras altas figuras da gestão pública”.