Venezuela: EUA impõe sanções a cinco altos funcionários do Governo venezuelano

 O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou hoje em comunicado sanções económicas a cinco altos funcionários do regime venezuelano, nomeadamente Jose Adelino Ornelas Ferreira, secretário-geral do Conselho de Defesa da Nação, numa nova...

Venezuela: EUA impõe sanções a cinco altos funcionários do Governo venezuelano
 O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou hoje em comunicado sanções económicas a cinco altos funcionários do regime venezuelano, nomeadamente Jose Adelino Ornelas Ferreira, secretário-geral do Conselho de Defesa da Nação, numa nova fase de pressão contra Caracas. "O Departamento do Tesouro está a identificar os funcionários de alto nível que agem em nome do regime opressivo do ex-Presidente venezuelano Nicolas Maduro, que continua a envolver-se em níveis atrozes de corrupção e violações dos direitos humanos", lê-se no comunicado, que cita o secretário do Tesouro, Steven T. Mnuchin. O documento sublinha que a ação “harmoniza" os esforços dos Estados Unidos com os "de parceiros internacionais como o Canadá e a União Europeia que impuseram sanções contra ex-funcionários do regime Maduro". As atuais sanções abrangem funcionários atuais do Governo venezuelano envolvidos no que o Departamento do Tesouro classifica como "violência desenfreada contra manifestantes pacíficos da oposição e que continuam a beneficiar do antigo regime corrupto". Entre os visados pelas sanções figura o almirante da Marinha da Venezuela e também comandante do Comando Operacional Estratégico das Forças Armadas venezuelanas, Remigio Ceballos Ichaso, que em fevereiro de 2019 declarou publicamente que "os militares obedeceriam às ordens de (Nicolás) Maduro para bloquear a chegada de ajuda na Venezuela e não receberiam ordens de indivíduos que procuram criar desunião ao permitir sua entrada". Outro sancionado é o major da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar), Nestor Neptali Blanco Hurtado, que "trabalhou com funcionários da Direção Geral de Contra-Inteligência Militar (serviços secretos militares), onde é supostamente responsável pelo uso excessivo da força e maus-tratos a detidos". O quarto funcionário do regime alvo de sanções é o deputado da Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime), Pedro Miguel Carreno Escobar, por estar envolvido num "processo antidemocrático instigado pelo regime de Maduro para subverter a vontade do povo venezuelano". Finalmente, foi atingido pelas sanções o funcionário do Serviço Nacional de Inteligência Bolivariana (SEBIN, Carlos Alberto Calderón Chirinos, "acusado de torturar um manifestante pacífico que se envolveu numa greve de fome para exigir a libertação de estudantes presos, em maio de 2014 na Venezuela".