USAM acredita que privatizações vão continuar na Região

A USAM - União dos Sindicatos da Madeira acredita que "o Governo Regional não vai descansar enquanto não privatizar a Horários do Funchal, a Empresa de Eletricidade e alguma outra empresa ainda com setores estratégicos" da Região. Esta ideia...

USAM acredita que privatizações vão continuar na Região
A USAM - União dos Sindicatos da Madeira acredita que "o Governo Regional não vai descansar enquanto não privatizar a Horários do Funchal, a Empresa de Eletricidade e alguma outra empresa ainda com setores estratégicos" da Região. Esta ideia foi sublinhada esta tarde à comunicação social por Pedro Carvalho, dirigente da USAM, no final de uma arruada realizada no Funchal, uma iniciativa que teve por objetivo principal a divulgação do XIV Congresso da CGTP-IN, nos próximos dias 14 e 15, e que contará com a presença de 50 delegados da Madeira. No final da manifestação, que teve início na Avenida Arriaga e terminou junto à Assembleia Legislativa, Pedro Carvalho leu um resumo da intervenção que vai ser levada ao congresso em nome dos sindicatos madeirenses.   "A onda privatizadora ainda continua na Madeira, embora esteja um pouco mais calma, mas sabemos que pretendem atingir os transportes públicos, como a Horários do Funchal, a Empresa de Eletricidade da Madeira, entre outros que conduzirão à degradação dos serviços, ao aumento dos preços e ao despedimento de muitos trabalhadores. Veja-se o encerramento de muitos balcões dos CTT, de mutas agências bancárias e até de escolas, a deslocalização de várias empresas, rescindindo contratos de trabalho efetivos por contratos cada vez mais precários, como é o caso da PT/MEO/ALTICE através dos Conttacts e Call-Centers e outras empresas de aluguer de mão-de-obra", leu o dirigente sindical. Os setores da hotelaria, da construção civil, do comércio, serviços, bordados, artesanato e telecomunicações e da saúde, constam das preocupações da USAM que serão levadas ao congresso. "Na Saúde continua a falta de profissionais embora haja enfermeiros no desemprego, muitos outros continuam a emigrar e o Governo Regional continua a ver a banda passar, e alguns que são contratados são a regime precário", de acordo com o documento distribuído aos jornalistas.   Relativamente aos impactos do Orçamento da Região para 2020, a USAM entende que "o Serviço Regional de Saúde continua a necessitar de meios financeiros para dar resposta aos problemas de madeirenses e porto-santenses". Na opinião da USAM, a proposta de PIDDAR para 2020 demonstra que "o PSD e CDS desviam verbas do setor público para o sector privado".