Ucrânia: Reino Unido sanciona organizadores de “referendos fraudulentos"

O Reino Unido anunciou hoje sanções contra 33 indivíduos ligados a “referendos fraudulentos" sobre a integração na Rússia de regiões da Ucrânia sob ocupação russa.   “Referendos fraudulentos realizados com uma arma apontada [em Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson] não podem ser livres e justos e nós nunca reconheceremos os resultados", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, James Cleverly. Entre os sancionados incluem-se o governador de Kherson nomeado por Moscovo, Sergei Yeliseyev, o diretor da Educação e Ciência em Lugansk, Ivan Kusov, o governador de Zaporijia, Yevhen Balyskyi, e o vice-presidente da autoproclamada república de Donetsk, Evgeniy Solntsev. Os referendos sobre a adesão dos territórios ucranianos de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson à Federação russa começaram a 23 de setembro e decorrem até terça-feira, indicaram as autoridades pró-russas dessas regiões. O anúncio oficial de realização dessas consultas populares para anexação dos territórios ucranianos sob ocupação russa foi feito num discurso à nação proferido na semana passada pelo Presidente russo, Vladimir Putin. Em 2014, a Rússia utilizou um referendo idêntico para legitimar a anexação da Crimeia, depois de ter invadido e ocupado esta península ucraniana situada na costa norte do Mar Negro. Na mesma altura, eclodiu uma guerra separatista nas regiões de Donetsk e Lugansk, com o apoio de Moscovo. O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk dias antes de ordenar a invasão de Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano. Além das pessoas que o governo britânico entende estarem por detrás destes referendos, Londres também anunciou sanções contra 55 outros indivíduos ligados a organizações ligadas ao Kremlin e que continuam a financiar a "máquina de guerra" russa. A firma IMA Consulting, descrita por Londres como a "agência de relações públicas favorita" do Presidente russo Vladimir Putin, também foi punida. A empresa foi contratada para "gerir campanhas destes referendos falsos", justificou o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Os chefes da empresa de construção Kievskaya Ploshchad Group - God Nisanov e Zarakh Iliev - estão também na lista dos sancionados pelo Reino Unido, tal como o empresário mineiro Iskander Makhmudov, fundador da Ural Mining and Metallurgic Company. Outros 23 indivíduos incluídos na lista estando ligados ao Gazprombank, 16 ao Sberbank e 10 ao Sovcombank, três dos principais bancos russos.  A Rússia lançou uma ofensiva militar sobre a Rússia em 24 de fevereiro, o que causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU. A invasão russa – justificada pelo Presidente Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e “desmilitarizar” a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e imposição a Moscovo de sanções políticas e económicas. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Ucrânia: Reino Unido sanciona organizadores de “referendos fraudulentos"
O Reino Unido anunciou hoje sanções contra 33 indivíduos ligados a “referendos fraudulentos" sobre a integração na Rússia de regiões da Ucrânia sob ocupação russa.   “Referendos fraudulentos realizados com uma arma apontada [em Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson] não podem ser livres e justos e nós nunca reconheceremos os resultados", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, James Cleverly. Entre os sancionados incluem-se o governador de Kherson nomeado por Moscovo, Sergei Yeliseyev, o diretor da Educação e Ciência em Lugansk, Ivan Kusov, o governador de Zaporijia, Yevhen Balyskyi, e o vice-presidente da autoproclamada república de Donetsk, Evgeniy Solntsev. Os referendos sobre a adesão dos territórios ucranianos de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson à Federação russa começaram a 23 de setembro e decorrem até terça-feira, indicaram as autoridades pró-russas dessas regiões. O anúncio oficial de realização dessas consultas populares para anexação dos territórios ucranianos sob ocupação russa foi feito num discurso à nação proferido na semana passada pelo Presidente russo, Vladimir Putin. Em 2014, a Rússia utilizou um referendo idêntico para legitimar a anexação da Crimeia, depois de ter invadido e ocupado esta península ucraniana situada na costa norte do Mar Negro. Na mesma altura, eclodiu uma guerra separatista nas regiões de Donetsk e Lugansk, com o apoio de Moscovo. O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk dias antes de ordenar a invasão de Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano. Além das pessoas que o governo britânico entende estarem por detrás destes referendos, Londres também anunciou sanções contra 55 outros indivíduos ligados a organizações ligadas ao Kremlin e que continuam a financiar a "máquina de guerra" russa. A firma IMA Consulting, descrita por Londres como a "agência de relações públicas favorita" do Presidente russo Vladimir Putin, também foi punida. A empresa foi contratada para "gerir campanhas destes referendos falsos", justificou o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Os chefes da empresa de construção Kievskaya Ploshchad Group - God Nisanov e Zarakh Iliev - estão também na lista dos sancionados pelo Reino Unido, tal como o empresário mineiro Iskander Makhmudov, fundador da Ural Mining and Metallurgic Company. Outros 23 indivíduos incluídos na lista estando ligados ao Gazprombank, 16 ao Sberbank e 10 ao Sovcombank, três dos principais bancos russos.  A Rússia lançou uma ofensiva militar sobre a Rússia em 24 de fevereiro, o que causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU. A invasão russa – justificada pelo Presidente Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e “desmilitarizar” a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e imposição a Moscovo de sanções políticas e económicas. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.