Ucrânia: Ministro da Defesa russo e Guterres falaram sobre segurança de Zaporijia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, falaram hoje por telefone sobre a segurança da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, controlada por tropas de Moscovo. "Sergei Shoigu conduziu negociações por telefone com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre as condições para o funcionamento seguro da central nuclear de Zaporijia", anunciou o Ministério da Defesa russo em comunicado. Horas antes, Stéphane Dujarric, porta-voz de Guterres, tinha dado esclarecimentos sobre uma questão em torno da central de Zaporijia, assegurando que o secretário-geral não cancelou ou bloqueou a visita da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) à central e esclarecendo, assim, comentários por parte de autoridades russas, feitos nos últimos dias, de que o Secretariado da ONU estaria a interferir na atividade da AIEA. "A AIEA é uma agência especializada que atua com total independência ao decidir como implementar o seu mandato específico. Em segundo lugar, o Secretariado da ONU não tem autoridade para bloquear ou cancelar quaisquer atividades da AIEA", frisou Dujarric. Além disso, sublinhou, em estreito contacto com a AIEA, o secretariado da ONU avaliou que tem na Ucrânia "a capacidade logística e de segurança para poder apoiar qualquer missão da AIEA à central nuclear Zaporijia desde Kiev, se a Rússia e a Ucrânia concordarem". A central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa, foi tomada no início de março pelas tropas russas, pouco depois do início da sua ofensiva em larga escala na Ucrânia, lançada em 24 de fevereiro. Desde finais de julho, vários ataques, dos quais as duas partes no conflito se culpam mutuamente, têm tido como alvo o local, levantando receios de uma catástrofe nuclear e provocando uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na passada quinta-feira. Kiev acusa Moscovo de usar a fábrica como base de ataque e depósito de material. A Ucrânia pede a desmilitarização da zona e a retirada das forças de Moscovo. Segundo o Ministério da Defesa russo, Shoigu e Guterres também se referiram na conversa que tiveram hoje às explosões que atingiram a prisão de Olenivka, na região separatista de Donetsk, no leste da Ucrânia, no final de julho, resultando na morte de dezenas de prisioneiros ucranianos. Kiev acusa Moscovo de massacrar estes detidos. Moscovo nega e afirma, por sua vez, que o exército ucraniano bombardeou o campo de prisioneiros.

Ucrânia: Ministro da Defesa russo e Guterres falaram sobre segurança de Zaporijia
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, falaram hoje por telefone sobre a segurança da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, controlada por tropas de Moscovo. "Sergei Shoigu conduziu negociações por telefone com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre as condições para o funcionamento seguro da central nuclear de Zaporijia", anunciou o Ministério da Defesa russo em comunicado. Horas antes, Stéphane Dujarric, porta-voz de Guterres, tinha dado esclarecimentos sobre uma questão em torno da central de Zaporijia, assegurando que o secretário-geral não cancelou ou bloqueou a visita da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) à central e esclarecendo, assim, comentários por parte de autoridades russas, feitos nos últimos dias, de que o Secretariado da ONU estaria a interferir na atividade da AIEA. "A AIEA é uma agência especializada que atua com total independência ao decidir como implementar o seu mandato específico. Em segundo lugar, o Secretariado da ONU não tem autoridade para bloquear ou cancelar quaisquer atividades da AIEA", frisou Dujarric. Além disso, sublinhou, em estreito contacto com a AIEA, o secretariado da ONU avaliou que tem na Ucrânia "a capacidade logística e de segurança para poder apoiar qualquer missão da AIEA à central nuclear Zaporijia desde Kiev, se a Rússia e a Ucrânia concordarem". A central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa, foi tomada no início de março pelas tropas russas, pouco depois do início da sua ofensiva em larga escala na Ucrânia, lançada em 24 de fevereiro. Desde finais de julho, vários ataques, dos quais as duas partes no conflito se culpam mutuamente, têm tido como alvo o local, levantando receios de uma catástrofe nuclear e provocando uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na passada quinta-feira. Kiev acusa Moscovo de usar a fábrica como base de ataque e depósito de material. A Ucrânia pede a desmilitarização da zona e a retirada das forças de Moscovo. Segundo o Ministério da Defesa russo, Shoigu e Guterres também se referiram na conversa que tiveram hoje às explosões que atingiram a prisão de Olenivka, na região separatista de Donetsk, no leste da Ucrânia, no final de julho, resultando na morte de dezenas de prisioneiros ucranianos. Kiev acusa Moscovo de massacrar estes detidos. Moscovo nega e afirma, por sua vez, que o exército ucraniano bombardeou o campo de prisioneiros.