Ucrânia: Lavrov diz que resultados dos referendos serão respeitados

 O ministro dos Negócios Estrangeiros russo disse hoje que o país "respeitará inquestionavelmente os resultados dos referendos" nas regiões da Ucrânia e acusou União Europeia e Estados Unidos de não serem “neutros” e fazerem parte do conflito. Serguei Lavrov falava numa conferência de imprensa após a sua participação na Assembleia Geral da ONU e depois de ser questionado sobre se um resultado favorável significaria uma anexação imediata, ao que respondeu: “A Rússia respeitará a expressão do povo ucraniano". Sobre a fuga de muitos russos do país nos últimos dias, Lavrov respondeu que não tinha conhecimento do princípio da "liberdade de movimento". No mesmo encontro com a comunicação social, acusou a União Europeia e os Estados Unidos de não serem neutros e de fazerem parte do conflito na Ucrânia. Segundo Lavrov, o envio de armas e equipamento para o exército ucraniano, o envolvimento de satélites militares governamentais ou privados por países ocidentais, mais a tolerância com que permitem que as embaixadas ucranianas na Europa recrutem voluntários para a guerra mostram que os países ocidentais há muito que quebraram com neutralidade. Por outro lado, referiu-se repetidamente aos "instintos racistas" e à "discriminação antirrussa" que, segundo ele, permeia a Europa, como ficou demonstrado pelo tratamento dado aos cidadãos da cultura russa nas repúblicas bálticas, primeiro, e mais tarde na Ucrânia. Amtes, ao discursar na 77.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, Lavrov acusou o Ocidente de "russofobia sem precedentes" e "grotesca". "A russofobia oficial no Ocidente não tem precedentes, a sua dimensão é grotesca", declarou. "Não hesitam em declarar a sua intenção não apenas de infligir uma derrota militar ao nosso país, mas também de destruir a Rússia", afirmou, defendendo os "referendos" de anexação em curso em várias regiões da Ucrânia e atacando diretamente os Estados Unidos. "Ao declarar-se a sua vitória na guerra fria, Washington considera-se quase um enviado de Deus na Terra, sem qualquer dever, mas com o direito sagrado de agir com impunidade em qualquer lugar e a qualquer momento", declarou Lavrov. O chefe da diplomacia de Moscovo defendeu os "referendos" de anexação que decorrem em quatro regiões ucranianas sob controlo total ou parcial das forças, considerando que as populações recuperam "a terra onde os seus antepassados viveram durante centenas de anos". A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a legitimidade das consultas. Em 2014, a Rússia utilizou um referendo idêntico para legitimar a anexação da Crimeia, depois de ter invadido e ocupado esta península ucraniana situada na costa norte do Mar Negro. Na mesma altura, eclodiu uma guerra separatista nas regiões de Donetsk e Lugansk com o apoio de Moscovo. O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk dias antes de ordenar a invasão de Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.

Ucrânia: Lavrov diz que resultados dos referendos serão respeitados
 O ministro dos Negócios Estrangeiros russo disse hoje que o país "respeitará inquestionavelmente os resultados dos referendos" nas regiões da Ucrânia e acusou União Europeia e Estados Unidos de não serem “neutros” e fazerem parte do conflito. Serguei Lavrov falava numa conferência de imprensa após a sua participação na Assembleia Geral da ONU e depois de ser questionado sobre se um resultado favorável significaria uma anexação imediata, ao que respondeu: “A Rússia respeitará a expressão do povo ucraniano". Sobre a fuga de muitos russos do país nos últimos dias, Lavrov respondeu que não tinha conhecimento do princípio da "liberdade de movimento". No mesmo encontro com a comunicação social, acusou a União Europeia e os Estados Unidos de não serem neutros e de fazerem parte do conflito na Ucrânia. Segundo Lavrov, o envio de armas e equipamento para o exército ucraniano, o envolvimento de satélites militares governamentais ou privados por países ocidentais, mais a tolerância com que permitem que as embaixadas ucranianas na Europa recrutem voluntários para a guerra mostram que os países ocidentais há muito que quebraram com neutralidade. Por outro lado, referiu-se repetidamente aos "instintos racistas" e à "discriminação antirrussa" que, segundo ele, permeia a Europa, como ficou demonstrado pelo tratamento dado aos cidadãos da cultura russa nas repúblicas bálticas, primeiro, e mais tarde na Ucrânia. Amtes, ao discursar na 77.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, Lavrov acusou o Ocidente de "russofobia sem precedentes" e "grotesca". "A russofobia oficial no Ocidente não tem precedentes, a sua dimensão é grotesca", declarou. "Não hesitam em declarar a sua intenção não apenas de infligir uma derrota militar ao nosso país, mas também de destruir a Rússia", afirmou, defendendo os "referendos" de anexação em curso em várias regiões da Ucrânia e atacando diretamente os Estados Unidos. "Ao declarar-se a sua vitória na guerra fria, Washington considera-se quase um enviado de Deus na Terra, sem qualquer dever, mas com o direito sagrado de agir com impunidade em qualquer lugar e a qualquer momento", declarou Lavrov. O chefe da diplomacia de Moscovo defendeu os "referendos" de anexação que decorrem em quatro regiões ucranianas sob controlo total ou parcial das forças, considerando que as populações recuperam "a terra onde os seus antepassados viveram durante centenas de anos". A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a legitimidade das consultas. Em 2014, a Rússia utilizou um referendo idêntico para legitimar a anexação da Crimeia, depois de ter invadido e ocupado esta península ucraniana situada na costa norte do Mar Negro. Na mesma altura, eclodiu uma guerra separatista nas regiões de Donetsk e Lugansk com o apoio de Moscovo. O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk dias antes de ordenar a invasão de Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.