Tribunal mantém multa a homem que ligou 63 vezes para a ex-companheira num dia

O Tribunal da Relação do Porto manteve a pena de multa de 1.080 euros aplicada a um homem condenado por ter perseguido a ex-companheira, enviando-lhe sucessivos SMS com conteúdo intimidatório, segundo um acórdão hoje consultado pela Lusa. Os juízes desembargadores julgaram improcedente o recurso interposto pelo arguido e, em consequência, confirmaram a sentença recorrida. O tribunal deu como provado que o arguido, entre os dias 14 de junho de 2018 e 23 de julho de 2018, “perturbou a ofendida, enviando-lhe sucessivos SMS com conteúdo intimidatório”. Num mesmo dia, o arguido terá efetuado 63 chamadas para o telemóvel da ex-companheira, conduta que só cessou com a intervenção de um agente da PSP que atendeu o telefone da vítima. O arguido foi condenado na primeira instância por um crime de perseguição, na pena de 180 dias de multa, à taxa diária de seis euros, o que perfaz o montante de 1.080 euros. Além da multa, terá de pagar à ex-companheira uma indemnização de mil euros, pelos danos não patrimoniais que advieram da prática do ilícito criminal. Os dados do último relatório da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) revelam que em 2019, o crime de perseguição ou ‘stalking’ foi o quarto crime a registar mais vítimas. Ao todo foram registados 580 casos, o que corresponde a 1,9% do total de crimes contabilizados pela associação.

Tribunal mantém multa a homem que ligou 63 vezes para a ex-companheira num dia
O Tribunal da Relação do Porto manteve a pena de multa de 1.080 euros aplicada a um homem condenado por ter perseguido a ex-companheira, enviando-lhe sucessivos SMS com conteúdo intimidatório, segundo um acórdão hoje consultado pela Lusa. Os juízes desembargadores julgaram improcedente o recurso interposto pelo arguido e, em consequência, confirmaram a sentença recorrida. O tribunal deu como provado que o arguido, entre os dias 14 de junho de 2018 e 23 de julho de 2018, “perturbou a ofendida, enviando-lhe sucessivos SMS com conteúdo intimidatório”. Num mesmo dia, o arguido terá efetuado 63 chamadas para o telemóvel da ex-companheira, conduta que só cessou com a intervenção de um agente da PSP que atendeu o telefone da vítima. O arguido foi condenado na primeira instância por um crime de perseguição, na pena de 180 dias de multa, à taxa diária de seis euros, o que perfaz o montante de 1.080 euros. Além da multa, terá de pagar à ex-companheira uma indemnização de mil euros, pelos danos não patrimoniais que advieram da prática do ilícito criminal. Os dados do último relatório da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) revelam que em 2019, o crime de perseguição ou ‘stalking’ foi o quarto crime a registar mais vítimas. Ao todo foram registados 580 casos, o que corresponde a 1,9% do total de crimes contabilizados pela associação.