TAP: Sitava exige conhecer critérios para escolha de trabalhadores para medidas de reestruturação

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) exigiu hoje conhecer os critérios que levaram a TAP a escolher a quem vão ser propostas medidas de adesão voluntária, como rescisões por mútuo acordo. Soubemos ontem [segunda-feira] que a TAP está a enviar comunicações a alguns trabalhadores marcando-lhes uma reunião com a DRH [Direção de Recursos Humanos]. Em primeiro lugar, exigimos saber muito claramente os critérios que levaram a que a empresa tenha escolhido estes trabalhadores e não outros”, lê-se num comunicado enviado pelo sindicato. O Sitava reiterou que considera “criminoso” o que está a acontecer na TAP, que, no âmbito do processo de reestruturação de que está a ser alvo, está a reduzir o número de postos de trabalho, propondo medidas de adesão voluntária, como rescisões por mútuo acordo, pré-reformas, entre outras. O sindicato lembrou que, em dezembro de 2019, a TAP tinha 8.650 trabalhadores em Portugal, sobre os quais o Conselho de Administração da companhia aérea e o Governo (novamente acionista maioritário desde 2020) “descarregam a sua fúria destruidora com mais de 2.500 postos de trabalho já perdidos”. “Se a estes juntarmos os 600 que agora dizem querer despedir, acabam com cerca de 35% da força de trabalho”, sublinhou o Sitava, acrescentando que, no final do processo, a empresa ficará apenas com 5.500 trabalhadores. O sindicato reconhece que, devido aos efeitos da pandemia de covid-19 na aviação, as empresas do setor estão a recorrer, por todo o mundo, à diminuição de trabalhadores, “mas nenhuma com tal destruição”, como o que consideram estar a acontecer na TAP. “A TAP, por ordens da União Europeia assumidas pelo Governo como coisa boa e inevitável, está a impor à nossa companhia aérea um autêntico assassinato que a irá colocar à mercê de um qualquer grupo europeu do transporte aéreo e isso será o fim da TAP tal como a conhecemos”, defenderam os representantes dos trabalhadores. O sindicato lembrou ainda que “isolar trabalhadores em casa para melhor os vergar e levá-los a abdicar dos seus direitos, é crime e será fortemente combatido pelo Sitava, por todos os meios incluindo nos tribunais”. A TAP anunciou, em 09 de abril, que ia iniciar uma nova e última vaga de adesão a rescisões por mútuo acordo, reformas e pré-reformas, depois de ter registado cerca de 690 adesões ao programa voluntário de medidas laborais. Na mensagem enviada aos trabalhadores na ocasião, a que a Lusa teve acesso, referia-se ainda que o programa de medidas voluntárias e os acordos de emergência celebrados com os sindicatos vão permitir reduzir as saídas previstas no plano de reestruturação de cerca de 2.000 para entre 490 a 600 trabalhadores. Um plano de reestruturação da companhia foi entregue à Comissão Europeia no último dia do prazo, em 10 de dezembro, e prevê o despedimento de 500 pilotos, 750 tripulantes de cabine, 450 trabalhadores da manutenção e engenharia e 250 das restantes áreas. O plano prevê, ainda, a redução de 25% da massa salarial do grupo (30% no caso dos órgãos sociais) e do número de aviões que compõem a frota da companhia, de 108 para 88 aviões comerciais. No total, até 2024, a companhia deverá receber entre 3.414 milhões de euros e 3.725 milhões de euros.

TAP: Sitava exige conhecer critérios para escolha de trabalhadores para medidas de reestruturação
O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) exigiu hoje conhecer os critérios que levaram a TAP a escolher a quem vão ser propostas medidas de adesão voluntária, como rescisões por mútuo acordo. Soubemos ontem [segunda-feira] que a TAP está a enviar comunicações a alguns trabalhadores marcando-lhes uma reunião com a DRH [Direção de Recursos Humanos]. Em primeiro lugar, exigimos saber muito claramente os critérios que levaram a que a empresa tenha escolhido estes trabalhadores e não outros”, lê-se num comunicado enviado pelo sindicato. O Sitava reiterou que considera “criminoso” o que está a acontecer na TAP, que, no âmbito do processo de reestruturação de que está a ser alvo, está a reduzir o número de postos de trabalho, propondo medidas de adesão voluntária, como rescisões por mútuo acordo, pré-reformas, entre outras. O sindicato lembrou que, em dezembro de 2019, a TAP tinha 8.650 trabalhadores em Portugal, sobre os quais o Conselho de Administração da companhia aérea e o Governo (novamente acionista maioritário desde 2020) “descarregam a sua fúria destruidora com mais de 2.500 postos de trabalho já perdidos”. “Se a estes juntarmos os 600 que agora dizem querer despedir, acabam com cerca de 35% da força de trabalho”, sublinhou o Sitava, acrescentando que, no final do processo, a empresa ficará apenas com 5.500 trabalhadores. O sindicato reconhece que, devido aos efeitos da pandemia de covid-19 na aviação, as empresas do setor estão a recorrer, por todo o mundo, à diminuição de trabalhadores, “mas nenhuma com tal destruição”, como o que consideram estar a acontecer na TAP. “A TAP, por ordens da União Europeia assumidas pelo Governo como coisa boa e inevitável, está a impor à nossa companhia aérea um autêntico assassinato que a irá colocar à mercê de um qualquer grupo europeu do transporte aéreo e isso será o fim da TAP tal como a conhecemos”, defenderam os representantes dos trabalhadores. O sindicato lembrou ainda que “isolar trabalhadores em casa para melhor os vergar e levá-los a abdicar dos seus direitos, é crime e será fortemente combatido pelo Sitava, por todos os meios incluindo nos tribunais”. A TAP anunciou, em 09 de abril, que ia iniciar uma nova e última vaga de adesão a rescisões por mútuo acordo, reformas e pré-reformas, depois de ter registado cerca de 690 adesões ao programa voluntário de medidas laborais. Na mensagem enviada aos trabalhadores na ocasião, a que a Lusa teve acesso, referia-se ainda que o programa de medidas voluntárias e os acordos de emergência celebrados com os sindicatos vão permitir reduzir as saídas previstas no plano de reestruturação de cerca de 2.000 para entre 490 a 600 trabalhadores. Um plano de reestruturação da companhia foi entregue à Comissão Europeia no último dia do prazo, em 10 de dezembro, e prevê o despedimento de 500 pilotos, 750 tripulantes de cabine, 450 trabalhadores da manutenção e engenharia e 250 das restantes áreas. O plano prevê, ainda, a redução de 25% da massa salarial do grupo (30% no caso dos órgãos sociais) e do número de aviões que compõem a frota da companhia, de 108 para 88 aviões comerciais. No total, até 2024, a companhia deverá receber entre 3.414 milhões de euros e 3.725 milhões de euros.