SESARAM emite recomendações no Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

Hoje, 10 de setembro, assinala-se o dia Mundial da Prevenção do Suicídio. "Anualmente morrem cerca de 1.000 pessoas por suicídio no nosso país e em todo o mundo ocorrem, por ano, 800 mil mortes pela mesma causa. É um problema grave que deve ser encarado como uma prioridade em saúde pública (OMS, 2018). Este ano, devido à situação pandémica pelo covid 19, as atenções focaram-se noutras visões da saúde pública. Não é líquido que o confinamento ou mesmo a ameaça da pandemia se expresse num aumento direto de casos de suicídio. Em vários estudos efectuados sobre o impacto de adversidades catastróficas (ex. furacões, inundações, etc.) sobre as comunidades, não foram encontrados posteriormente aumentos significativos no número de suicídios. Devemos estar particularmente atentos, no entanto, à maior vulnerabilidade provocada pelos efeitos da pandemia (social, económica e psicológica) quer em termos atuais, quer nos anos que se avizinham. Sabe-se que períodos de crise aumentam a prevalência dos comportamentos violentos, de agressividade para com os outros ou contra o próprio. Assim, é previsível que possa haver um aumento de comportamentos autodestrutivos associado às sequelas económicas da pandemia (falências, perda de emprego e de poder de compra, carências habitacionais ou mesmo alimentares) como foi demonstrado em depressões financeiras passadas (anos 30, crise financeira de 2008, etc.). As doenças psiquiátricas são de longe o factor que mais contribui para o suicídio, em especial a depressão e o alcoolismo. Durante o confinamento há registos de aumento da venda de bebidas alcoólicas, prevendo-se que possa haver um agravamento dos problemas ligados ao álcool. Por outro lado, nos últimos meses estudos nacionais e internacionais confirmaram um aumento significativo dos níveis de stress e do sofrimento psicológico (ansiedade, medos, insónia, pesadelos, irritabilidade, desanimo, desesperança…) na população. Se suspeitar que alguém pode estar a considerar o suicídio, não abandone essa pessoa e procure de imediato ajuda profissional. Encontre um local adequado e calmo para falar acerca de suicídio com a pessoa que o preocupa. Mostre-lhe que está atento. Incentive a pessoa a procurar ajuda profissional. Ofereça-se para o acompanhar neste processo. Se pensa que a pessoa corre risco imediato não a deixe só. Procure uma linha de apoio (291 212 399 ou 808 24 24 24), peça ajuda aos membros da família ou recorra ao Serviço de Urgência. Se a pessoa que o preocupa vive consigo, assegure-se que ela não tem meios para fazer mal a si própria em casa. Mantenha-se em contacto para ver como é que a pessoa continua a evoluir. A prevenção e a intervenção nesta área são possíveis e todos temos um papel importante na identificação e encaminhamento destas situações. Os serviços de saúde dispõem de profissionais capacitados para dar a melhor resposta", pode ler-se no comunicado enviado ao JM.

SESARAM emite recomendações no Dia Mundial da Prevenção do Suicídio
Hoje, 10 de setembro, assinala-se o dia Mundial da Prevenção do Suicídio. "Anualmente morrem cerca de 1.000 pessoas por suicídio no nosso país e em todo o mundo ocorrem, por ano, 800 mil mortes pela mesma causa. É um problema grave que deve ser encarado como uma prioridade em saúde pública (OMS, 2018). Este ano, devido à situação pandémica pelo covid 19, as atenções focaram-se noutras visões da saúde pública. Não é líquido que o confinamento ou mesmo a ameaça da pandemia se expresse num aumento direto de casos de suicídio. Em vários estudos efectuados sobre o impacto de adversidades catastróficas (ex. furacões, inundações, etc.) sobre as comunidades, não foram encontrados posteriormente aumentos significativos no número de suicídios. Devemos estar particularmente atentos, no entanto, à maior vulnerabilidade provocada pelos efeitos da pandemia (social, económica e psicológica) quer em termos atuais, quer nos anos que se avizinham. Sabe-se que períodos de crise aumentam a prevalência dos comportamentos violentos, de agressividade para com os outros ou contra o próprio. Assim, é previsível que possa haver um aumento de comportamentos autodestrutivos associado às sequelas económicas da pandemia (falências, perda de emprego e de poder de compra, carências habitacionais ou mesmo alimentares) como foi demonstrado em depressões financeiras passadas (anos 30, crise financeira de 2008, etc.). As doenças psiquiátricas são de longe o factor que mais contribui para o suicídio, em especial a depressão e o alcoolismo. Durante o confinamento há registos de aumento da venda de bebidas alcoólicas, prevendo-se que possa haver um agravamento dos problemas ligados ao álcool. Por outro lado, nos últimos meses estudos nacionais e internacionais confirmaram um aumento significativo dos níveis de stress e do sofrimento psicológico (ansiedade, medos, insónia, pesadelos, irritabilidade, desanimo, desesperança…) na população. Se suspeitar que alguém pode estar a considerar o suicídio, não abandone essa pessoa e procure de imediato ajuda profissional. Encontre um local adequado e calmo para falar acerca de suicídio com a pessoa que o preocupa. Mostre-lhe que está atento. Incentive a pessoa a procurar ajuda profissional. Ofereça-se para o acompanhar neste processo. Se pensa que a pessoa corre risco imediato não a deixe só. Procure uma linha de apoio (291 212 399 ou 808 24 24 24), peça ajuda aos membros da família ou recorra ao Serviço de Urgência. Se a pessoa que o preocupa vive consigo, assegure-se que ela não tem meios para fazer mal a si própria em casa. Mantenha-se em contacto para ver como é que a pessoa continua a evoluir. A prevenção e a intervenção nesta área são possíveis e todos temos um papel importante na identificação e encaminhamento destas situações. Os serviços de saúde dispõem de profissionais capacitados para dar a melhor resposta", pode ler-se no comunicado enviado ao JM.