Sem Carnaval, Torres Vedras ergue monumento de homenagem aos trabalhadores essenciais

Um monumento que homenageia profissionais de saúde e trabalhadores essenciais está a partir de hoje exposto na cidade de Torres Vedras, substituindo o da sátira político-social do Carnaval, que foi cancelado devido à pandemia de covid-19. Os ‘super heróis' do monumento que se ergue todos os anos durante o Carnaval são este ano o médico e a enfermeira, o bombeiro, o polícia, o camionista, a funcionária da caixa do supermercado, o homem do lixo e o das entregas ao domicílio. Trata-se de um monumento em género de homenagem ao seu trabalho presencial e mais exposto aos riscos de saúde pública criados pela pandemia de covid-19. Num cenário secundário, surgem uma caraça gigante disfarçada com uma máscara de proteção individual e vários telemóveis gigantes, onde são mostradas imagens que satirizam as aplicações mais utilizadas pelos utilizadores, num contexto em que o confinamento obrigou o mundo a contactar por via digital. Nos anos anteriores, o monumento satirizava figuras da política ao desporto, marcando o arranque dos festejos de Carnaval na cidade. O monumento deste ano vai ficar exposto durante um mês. Em meados de janeiro, a Câmara de Torres Vedras decidiu cancelar todos os festejos de Carnaval deste ano devido à evolução pandemia de covid-19 no concelho e no país, o que ocorre pela segunda vez em quase um século de tradições. Contrariando o lema "enquanto houver um folião na rua, o Carnaval de Torres Vedras continua", por causa da saúde pública, seis associações carnavalescas, uma discoteca e uma rádio locais juntaram-se para criar o movimento "Carnaval em Casa", transpondo para as plataformas digitais várias iniciativas a decorrer este ano. Os foliões poderão acompanhar tudo através do site www.carnavalemcasa.pt ou nas redes sociais do movimento. À distância de um ‘clique' está disponível uma loja ‘online' de venda de artigos e o programa deste ano, com ‘djs' em direto nas noites de Carnaval, convívio escolar através da plataforma Zoom a substituir o corso escolar de sexta-feira, tertúlias sobre memórias de outros carnavais e concursos dos melhores mascarados e das melhores matrafonas, através do envio de fotografias. O movimento incentiva todos os foliões a mascararem-se e a ir à janela para serem fotografados. Em outubro, a autarquia tinha anunciado que "A Máscara" seria o tema da edição de 2021 e chegou a ponderar realizar alguns eventos. O Carnaval de Torres Vedras, que remonta a 1930, também não se realizou em 1984 devido às cheias ocorridas meses antes na cidade. O Carnaval de Torres Vedras recebe cerca de meio milhão de visitantes durante os seis dias do evento e gera receitas de 10 milhões de euros na economia local.

Sem Carnaval, Torres Vedras ergue monumento de homenagem aos trabalhadores essenciais
Um monumento que homenageia profissionais de saúde e trabalhadores essenciais está a partir de hoje exposto na cidade de Torres Vedras, substituindo o da sátira político-social do Carnaval, que foi cancelado devido à pandemia de covid-19. Os ‘super heróis' do monumento que se ergue todos os anos durante o Carnaval são este ano o médico e a enfermeira, o bombeiro, o polícia, o camionista, a funcionária da caixa do supermercado, o homem do lixo e o das entregas ao domicílio. Trata-se de um monumento em género de homenagem ao seu trabalho presencial e mais exposto aos riscos de saúde pública criados pela pandemia de covid-19. Num cenário secundário, surgem uma caraça gigante disfarçada com uma máscara de proteção individual e vários telemóveis gigantes, onde são mostradas imagens que satirizam as aplicações mais utilizadas pelos utilizadores, num contexto em que o confinamento obrigou o mundo a contactar por via digital. Nos anos anteriores, o monumento satirizava figuras da política ao desporto, marcando o arranque dos festejos de Carnaval na cidade. O monumento deste ano vai ficar exposto durante um mês. Em meados de janeiro, a Câmara de Torres Vedras decidiu cancelar todos os festejos de Carnaval deste ano devido à evolução pandemia de covid-19 no concelho e no país, o que ocorre pela segunda vez em quase um século de tradições. Contrariando o lema "enquanto houver um folião na rua, o Carnaval de Torres Vedras continua", por causa da saúde pública, seis associações carnavalescas, uma discoteca e uma rádio locais juntaram-se para criar o movimento "Carnaval em Casa", transpondo para as plataformas digitais várias iniciativas a decorrer este ano. Os foliões poderão acompanhar tudo através do site www.carnavalemcasa.pt ou nas redes sociais do movimento. À distância de um ‘clique' está disponível uma loja ‘online' de venda de artigos e o programa deste ano, com ‘djs' em direto nas noites de Carnaval, convívio escolar através da plataforma Zoom a substituir o corso escolar de sexta-feira, tertúlias sobre memórias de outros carnavais e concursos dos melhores mascarados e das melhores matrafonas, através do envio de fotografias. O movimento incentiva todos os foliões a mascararem-se e a ir à janela para serem fotografados. Em outubro, a autarquia tinha anunciado que "A Máscara" seria o tema da edição de 2021 e chegou a ponderar realizar alguns eventos. O Carnaval de Torres Vedras, que remonta a 1930, também não se realizou em 1984 devido às cheias ocorridas meses antes na cidade. O Carnaval de Torres Vedras recebe cerca de meio milhão de visitantes durante os seis dias do evento e gera receitas de 10 milhões de euros na economia local.