Santa Cruz responde a Eduardo Jesus: "Falta ao senhor secretário uma boa dose de vergonha"

A Câmara Municipal de Santa Cruz, respondeu, em comunicado, às declarações do secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus a propósito da taxa turística, que hoje fazem manchete na edição impressa do JM.  Leia a nota da autarquia...

Santa Cruz responde a Eduardo Jesus: "Falta ao senhor secretário uma boa dose de vergonha"
A Câmara Municipal de Santa Cruz, respondeu, em comunicado, às declarações do secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus a propósito da taxa turística, que hoje fazem manchete na edição impressa do JM.  Leia a nota da autarquia enviada à redação, que citamos na íntegra:  "O senhor secretário Eduardo Jesus vem hoje a público afirmar que sente vergonha da forma como a taxa turística foi justificada por algumas autarquias, e pelo facto de desconhecer a aplicação da mesma. Esta afirmação só vem demonstrar que se há coisa que falta ao senhor secretário é uma boa dose de vergonha. Porque é uma sem-vergonhice sem nome vir mais uma vez imiscuir-se com a autonomia do poder local, e tentar deturpar as vantagens da taxa turística, que tem permitido, no que a Santa Cruz diz respeito, medidas concretas na área ambiental: melhoria das áreas ajardinadas, melhorias na recolha de resíduos, acessos viários, combate às perdas de água, e melhoria das nossa agenda cultural e recreativa. Aliás, e para informação do senhor secretário, em Santa Cruz está em vigor uma Eco-Taxa Turística. Mas, se o senhor secretário quer mesmo sentir vergonha da verdadeira, não lhe faltam exemplos dentro do Governo de que faz parte pela segunda vez. Devia o senhor secretário ter vergonha de: - Ter aceitado integrar um Governo Regional do qual foi expulso sem explicações no primeiro mandato; - Ter ajudado a criar o atual subsídio de mobilidade, que é um roubo às famílias e um financiamento encapotado às companhias aéreas com o dinheiro do povo; - Ter gasto rios de dinheiro a estudar uma taxa turística que critica ou elogia conforme lhe dá jeito; - Fazer parte de um Governo que partidariza a saúde, que a usa como moeda de troca em negócios de uma coligação do poder pelo poder, e que não resolve os problemas de fundo dessa mesma saúde, como as listas de espera, a falta de medicamentos e tantos outros problemas crónicos; - Fazer parte de um Governo que discrimina autarquias que não são da sua cor política, que promete resolver problemas que se eternizam, que obstaculiza iniciativas camarárias, que usa apenas o suposto diálogo como um truque de ‘renovadinhos’ que afinal não renovaram nada; Ou seja, são muitas as razões para sentir vergonha. Já a sem-vergonhice é outra coisa, nomeadamente atirar ao que não lhe diz respeito."