Professores da Madeira aderem sexta-feira à Greve Climática

O Sindicato dos Professores da Madeira deverá emitir, ainda hoje, um pré-aviso de greve para a próxima sexta-feira, com vista à participação dos professores da Região na Greve Climática que vai acontecer a nível internacional, confirmou, ao...

Professores da Madeira aderem sexta-feira à Greve Climática
O Sindicato dos Professores da Madeira deverá emitir, ainda hoje, um pré-aviso de greve para a próxima sexta-feira, com vista à participação dos professores da Região na Greve Climática que vai acontecer a nível internacional, confirmou, ao JM, Francisco Oliveira, coordenador da estrutura sindical. Segundo o dirigente sindical estão a ser agendadas diversas iniciativas, promovidas por professores, e a Assembleia Legislativa da Madeira será o ponto de confluência da manifestação a favor de medidas que ajudem a travar as alterações climáticas. Mediante o pré-aviso de greve, os professores envolvidos nas iniciativas programadas verão as suas faltas justificadas. Hoje, mesmo, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entregou um pré-aviso de greve para o dia da paralisação global pelo clima. Professores e investigadores vão participar na Greve Climática que se realiza sexta-feira, tendo sido entregues pré-avisos de greve de pelo menos três sindicatos, incluindo a Fenprof, que abrangem todos os estabelecimentos de ensino do país, desde o pré-escolar ao ensino superior. Depois de ter sido contactada por vários docentes que queriam aderir ao protesto mundial em defesa do planeta, a Fenprof decidiu entregar um pré-aviso “para que todas as pessoas que o desejam possam participar na manifestação” que se realiza esta sexta-feira em mais de vinte localidades portuguesas, disse à Lusa o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira. “As questões do clima são problemas que têm vindo a preocupar os professores e que os devem preocupar porque estão na formação dos jovens e, sobre essas matérias, têm tido sempre um papel ativo”, salientou Mário Nogueira, que sublinhou também as “posições esclarecidas e combativas dos jovens”. Reconhecendo que este é um pré-aviso de greve `sui generis` uma vez que os trabalhadores não estão a reivindicar questões laborais nem a contestar qualquer posição da entidade patronal, Mário Nogueira entende que é importante dar liberdade aos professores para poderem participar nestas iniciativas. “Exigir ao Governo e à comunidade internacional políticas ambientalmente sustentáveis; protestar contra quem coloca a exploração e o lucro acima das pessoas e do futuro do planeta”, são os grandes motivos que vão levar os professores a sair à rua na sexta-feira ao lado dos seus alunos, os grandes impulsionadores destes protestos que começaram no ano passado graças à jovem ativista sueca Greta Thunberg. “O pré-aviso de greve tem a intenção de permitir que aqueles que querem estar nas manifestações mas não têm forma de justificar as suas faltas, porque não estão doentes, poderão usar este pré-aviso que irá permitir a justificação das faltas”, explicou. O pré-aviso de greve apresentado pela Fenprof dirige-se a todos os educadores de infância e professores desde o ensino básico ao superior de todos os estabelecimentos de ensino portugueses, tanto públicos como privados. Além da Fenprof, também o STOP - Sindicato de Todos os Professores e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSSS) entregaram pré-avisos de greve para dia 27, permitindo aos trabalhadores de todos estes setores aderirem à greve. Elementos da Fenprof também irão participar nas manifestações agendadas para sexta-feira para voltar a chamar a atenção para as questões climáticas e ambientais. Mário Nogueira lembrou que a federação está “extremamente envolvida” neste combate em defesa do planeta, anunciando que a Fenprof irá “promover dentro de um ano um grande encontro nacional dirigido a professores sobre esta matéria”. A atual Greve Climática Global começou na semana passada, a 20 de setembro, e está a decorrer em cerca de 150 países por todo o mundo. Em Portugal, o programa de ação, entre vigílias, concentrações, manifestações, tribunas públicas, cinema e yoga, culmina no dia 27 com uma greve geral com a qual os promotores, maioritariamente jovens, pretendem “parar a sociedade”, numa chamada de atenção para a necessidade de medidas de preservação do planeta, face às alterações climáticas. O manifesto da greve climática em Portugal exige o encerramento das centrais de carvão na próxima legislatura, a paragem de quaisquer novos projetos que aumentem as emissões a nível nacional e a neutralidade de carbono