Portugueses reagem com indiferença a ataque terrorista no bairro em Londres

O ataque terrorista registado hoje em Londres que hoje resultou em três pessoas feridas aconteceu a poucos metros de um restaurante português, mas a proprietária continuou a servir almoços normalmente, disse a própria à agência Lusa. "O restaurante...

Portugueses reagem com indiferença a ataque terrorista no bairro em Londres
O ataque terrorista registado hoje em Londres que hoje resultou em três pessoas feridas aconteceu a poucos metros de um restaurante português, mas a proprietária continuou a servir almoços normalmente, disse a própria à agência Lusa. "O restaurante estava cheio e as pessoas continuaram a vir para almoçar. A rua está fechada ao trânsito, mas estamos fora do cordão [de segurança]", afirmou Sandra Gomes, proprietária do restaurante La Casita. O restaurante fica em Streatham High Road, na mesma rua e a menos de 50 metros do local onde um homem foi abatido pela polícia, alegadamente por ter esfaqueado três pessoas, uma das quais com gravidade. A Lusa contactou outros cafés e restaurantes portuguesas no bairro, mas os proprietários ou empregados manifestaram-se indisponíveis por estarem ocupados ou por não terem informação sobre o incidente. Streatham é uma zona periférica no sul de Londres que atraiu muitos portugueses ou lusófonos nos últimos anos porque bairros como Stockwell e Brixton, que pertencem ao mesmo município de Lambeth, tornaram-se muito caros para residir. A proprietária do restaurante La Casita admite que viver em Londres, onde se registaram vários ataques terroristas nos últimos anos, um dos quais no final de novembro e que resultou em dois mortos, leva os habitantes a olhar para este tipo de incidentes com normalidade. "Já começa a ser normal, já estamos à espera. Pode acontecer em qualquer lado, não é apenas no centro", admitiu a Sandra Gomes à Lusa. A brasileira Ana Carolina Oliveira disse à Lusa que reside muito perto e que esteve no local pouco depois. "Como tínhamos saído para ir no mercado, quando voltámos vimos a movimentação da polícia, o cara no chão ensanguentado e as vítimas já sendo socorridas", contou. A lisboeta Teresa Cruz vive perto e tem a cuja rua foi cortada ao trânsito pela polícia devido à proximidade com o local do ataque.