Paulino Ascenção fala do "punhado de famílias que têm tudo controlado na Região"

“Nós cumprimos o que dizemos. Defendemos a educação, a saúde, os salários. Cada voto no BE é mais força para combater a corrupção, o privilégio. Na Madeira sabe-se que uma elite tem ficado com os recursos de quem trabalha”, começou por afirmar...

Paulino Ascenção fala do "punhado de famílias que têm tudo controlado na Região"
“Nós cumprimos o que dizemos. Defendemos a educação, a saúde, os salários. Cada voto no BE é mais força para combater a corrupção, o privilégio. Na Madeira sabe-se que uma elite tem ficado com os recursos de quem trabalha”, começou por afirmar a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, no almoço-convívio que está a decorrer no restaurante ‘O Lagar’, com a presença de cerca de 400 pessoas. Aludindo à ‘obra feita’, Catarina Martins recordou que o BE descongelou pensões e subiu o salário mínimo em 20% em quatro anos, e vincou a premência de “defender os salários e pensões de quem trabalhou toda a vida”. Falou igualmente de uma das maiores conquistas da democracia: o acesso à saúde. “Faz amanhã 40 anos o decreto-lei que criou o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que garantiu o direito à saúde em todo o país e permitiu a criação do Serviço Regional de Saúde”, referiu, lembrando que a esquerda votou a favor e a direita “esteve sempre contra a criação de um serviço que garantisse a saúde a toda a gente em todo o país.” Ainda neste âmbito, teceu considerações sobre o novo hospital, que é “uma questão de dignidade e acesso à saúde” e lançou críticas contundentes aos governos que “empurram o problema com a barriga”, reforçando que a saúde é “um pilar da democracia”. Catarina Martins terminou a sua intervenção apelando ao voto no BE. “Sabem qual é o partido que vai defender quem trabalha, defender os salários e lutar contra a corrupção. O voto que faz acontecer um país mais justo e mais digno é o voto no BE”, concluiu. O coordenador regional do BE, Paulino Ascenção, também interveio e lançou críticas ao “punhado de famílias que têm tudo controlado na Região”, e mencionou a desigualdade que grassa na Madeira, a “pobreza mais alta do país” e os “salários mais baixos.” Dizem que defendem a Autonomia, mas estão a mentir. Estão só a defender estas famílias”, continuou. “A Madeira está a perder população. Algo está errado. Esta é a prova do falhanço da governação do PSD”, sustentou, afirmando que o PSD “sempre tomou partido pelo lado mais forte, o lado dos patrões.” Paulino Ascenção terminou o discurso apelando ao voto no BE a fim de garantir uma “Madeira para todos”. “A 22 de setembro a mudança está nas nossas mãos”, afirmou.