Parte amanhã de Beja avião fretado que vai buscar europeus a Wuhan

A partida do Aeroporto de Beja está agendada para as 10h00. Até chegar a território chinês, o avião fará duas paragens, em Paris, França, e em Hanói, no Vietname. O aparelho que partirá às 10h00 desta quinta-feira do Aeroporto de Beja foi fretado...

Parte amanhã de Beja avião fretado que vai buscar europeus a Wuhan
A partida do Aeroporto de Beja está agendada para as 10h00. Até chegar a território chinês, o avião fará duas paragens, em Paris, França, e em Hanói, no Vietname. O aparelho que partirá às 10h00 desta quinta-feira do Aeroporto de Beja foi fretado pela União Europeia, depois de ontem ter acionado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A informação está a ser avançada pela SIC Notícias. O avião da companhia aérea portuguesa Hi Fly partirá amanhã do Aeroporto de Beja mas, segundo acrescenta o Jornal de Notícias, outros dois aviões terão sido fretados para o mesmo efeito, ou seja, o repatriamento de europeus que querem sair de Wuhan, na China, cidade onde eclodiu o surto do coronavírus. O avião que rumará à China será um A380, o maior avião comercial do mundo, informa o JN, o que justifica a opção pela pista do Aeroporto de Beja, a única com condições para um avião destas dimensões. Este Airbus tem capacidade para 407-853 passageiros e 72 metros de comprimento. A diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, adiantou ao JN que enviará técnicos para Beja para aconselharem a tripulação da Hi Fly sobre os cuidados a ter durante a operação de evacuação e na primeira paragem em Paris embarcarão "cerca de três dezenas de operacionais - entre médicos, autoridades e técnicos de saúde". Não há, porém, qualquer informação sobre se os cidadãos portugueses que manifestaram intenção de sair de Wuhan vão embarcar neste avião. Aliás, os números variam. Fonte do executivo comunitário adiantou esta quarta-feira à agência Lusa que "17 portugueses" queriam abandonar a cidade chinesa, mas o Governo adiantou ao Notícias ao Minuto que são 15 - dos quais 14 residentes em Wuhan. Também esta quarta-feira os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna e Saúde confirmaram apenas, num comunicado conjunto, "que está em curso o processo preparatório da repatriação, para breve, dos nacionais residentes em Wuhan que manifestaram vontade de regressar ao nosso país". "Esta operação envolve os serviços consulares, de Proteção Civil e de saúde do Estado português, em consonância com os protocolos internacionais definidos, e será executada em coordenação com as autoridades chinesas e com o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia", lê-se no curto comunicado enviado às redações, que termina a referir que "contornos específicos desta ação serão anunciados oportunamente". Refira-se que, o Governo chegou a estudar, inicialmente, uma retirada dos cidadãos por via terrestre para Xangai, no leste da China, de onde voariam diretamente para Portugal, mas a passagem por terra necessitaria de autorizações das províncias que separam Hubei de Xangai, o que levaria mais tempo e exigiria que os cidadãos portugueses fossem colocados sob quarentena num desses territórios antes de saírem da China. França pediu e UE ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil O comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, indicou esta quinta-feira, em conferência de imprensa em Bruxelas,  que, "até ao momento, um total de quase 600 cidadãos da UE manifestaram o seu desejo em sair da China" em ações de repatriamento. Sem precisar quantos cidadãos de cada país estão em causa, Lenarcic disse apenas que se trata de nacionais da Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Finlândia, França, Itália, Letónia, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia e Reino Unido. Na terça-feira, foi anunciado que a UE iria enviar dois aviões durante esta semana à região chinesa de Wuhan para repatriar 250 franceses e outros 100 cidadãos europeus que o solicitem, independentemente da nacionalidade. Em causa está a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil após um pedido de França. Até ao momento, nenhum outro Estado-membro pediu para ativar este mecanismo europeu, normalmente usado para desastres naturais, mas o novo coronavírus chegou a mais um país Europeu. Depois da França e Alemanha, esta quinta-feira foi confirmado um caso na Funlândia.