Motoristas da Horários do Funchal apontam "falta de respeito" da administração

Satisfeitos com os números da adesão à greve, na ordem dos 90%, os motoristas da Horários do Funchal manifestam-se, esta manhã, numa concentração à entrada das instalações da empresa, nos Viveiros.  As largas dezenas de trabalhadores, a rondar a centena, concentram-se de forma pacífica, pelas garantias de que não vão perder o que recebem por via do trabalho feito como agente único. Divergências nesta matéria levaram a um clima tenso, nas últimas semanas, entre os profissionais e a administração, com alguns dos motoristas em protesto a apontar o dedo à "falta de respeito" dos responsáveis da empresa pública. Expressão essa que é precisamente utilizada por Manuel Oliveira, do sindicato dos motoristas.  "As motivações para esta greve são a falta de respeito que estes trabalhadores sentem por parte da administração e é também a pretensão, mais do que legítima, da integração do agente único na tabela salarial", explica ao JM. "Isto para blindarem um direito que já é seu, de forma a que no futuro este subsídio não possa vir a ser retirado."  O sindicalista reitera, de seguida, que, ao contrário do que foi transmitido pela administração dos Horários do Funchal, as medidas defendidas pelos motoristas" não têm impacto na massa salarial". "É importante sublinhar que estes trabalhadores não estão a lutar por aumentos salariais",salienta. "A integração do agente único na tabela salarial produz um efeito nulo. Não tem qualquer tipo de impacto na massa salarial, ao contrário do que diz a administração dos Horários, que fala num impacto de 22,93% de acréscimo na massa salarial. Estamos todos a aguardar para saber qual é a fórmula de cálculo usada pelo senhor presidente [da administração dos Horários do Funchal]."

Motoristas da Horários do Funchal apontam "falta de respeito" da administração
Satisfeitos com os números da adesão à greve, na ordem dos 90%, os motoristas da Horários do Funchal manifestam-se, esta manhã, numa concentração à entrada das instalações da empresa, nos Viveiros.  As largas dezenas de trabalhadores, a rondar a centena, concentram-se de forma pacífica, pelas garantias de que não vão perder o que recebem por via do trabalho feito como agente único. Divergências nesta matéria levaram a um clima tenso, nas últimas semanas, entre os profissionais e a administração, com alguns dos motoristas em protesto a apontar o dedo à "falta de respeito" dos responsáveis da empresa pública. Expressão essa que é precisamente utilizada por Manuel Oliveira, do sindicato dos motoristas.  "As motivações para esta greve são a falta de respeito que estes trabalhadores sentem por parte da administração e é também a pretensão, mais do que legítima, da integração do agente único na tabela salarial", explica ao JM. "Isto para blindarem um direito que já é seu, de forma a que no futuro este subsídio não possa vir a ser retirado."  O sindicalista reitera, de seguida, que, ao contrário do que foi transmitido pela administração dos Horários do Funchal, as medidas defendidas pelos motoristas" não têm impacto na massa salarial". "É importante sublinhar que estes trabalhadores não estão a lutar por aumentos salariais",salienta. "A integração do agente único na tabela salarial produz um efeito nulo. Não tem qualquer tipo de impacto na massa salarial, ao contrário do que diz a administração dos Horários, que fala num impacto de 22,93% de acréscimo na massa salarial. Estamos todos a aguardar para saber qual é a fórmula de cálculo usada pelo senhor presidente [da administração dos Horários do Funchal]."