Madeira: Profissionais de saúde obrigados a deixar hoje as casas alternativas

Em causa estão mais de uma dezena de enfermeiros, técnicos e assistentes operacionais. SESARAM nega aviso em cima da hora e explica que foram criadas condições de prevenção. Técnicos, enfermeiros e assistentes operacionais da linha da frente contra o Covid-19 na Madeira foram informados ontem à noite que tinham de deixar, até ao meio-dia de hoje, os apartamentos que lhes foram cedidos provisoriamente. A decisão foi comunicada pelo Serviço de Saúde aos técnicos em causa ao final do dia de ontem, em alguns casos mesmo a altas horas. E a indicação terá sido clara: tinham de abandonar as casas cedidas provisoriamente, pois as empresas que as tinham cedido estavam a reclamar os espaços para se preparem para a reabertura das atividades económicas. Em causa estão sobretudo apartamentos que estavam afetos ao Alojamento Local. Com o mercado parado, algumas empresas disponibilizaram esses espaços durante cerca de um mês e meio. Porém, o Serviço Regional de Saúde explica que a situação tinha um caráter provisório conforme terá sido explicado aos utentes dessas habitações durante os dias da Páscoa. Mesmo assim, a cedência das casas foi alargada por mais duas semanas devido à cerca sanitária. Agora que a situação começa a normalizar, o Serviço de Saúde admite ter informado os profissionais de que termina hoje o prazo de cedência. De acordo com uma nota emitida ao fim da manhã de hoje,na sequência de perguntas colocadas pelo Jornal, o SEARAM começa por agradecer “toda a colaboração da entidade Travel To Madeira na pessoa do Sr André Loja pela iniciativa que teve na disponibilização de imoveis da actividade de alojamento local”. E informa que foram cedidas por essa empresa cerca de 30 apartamentos. “Esta disponibilidade ocorreu desde a primeira hora e ao longo da segunda quinzena de Março foram ocupados conforme as recomendações da Direção de Enfermagem”, acrescenta a mesma nota antes de lembrar que durante a evolução da pandemia foram criadas condições, nomeadamente o treino adequado para trabalho em segurança. Da parte dos profissionais que contataram o JM, embora a posição das empresas de Alojamento Local seja atendível, a questão reside na urgência do ‘despejo’ decidido pelo SESARAM. “Quando muito comunicavam com mais tempo para não ser assim, em cima da hora”, disse-nos um dos afetados. Outra questão importante é que estes profissionais – e serão pelo menos mais do que uma dezena – continuam a prestar serviço fundamental na linha da frente do combate à Covid-19 e com os mesmos riscos, uma vez que a abertura das atividades económicas não determina o fim da pandemia. Entretanto, segundo soube o Jornal, o SESARAM terá oferecido aos profissionais em causa uma alternativa que passa por mandar assistentes operacionais, enfermeiros e outros técnicos para as camaratas disponibilizadas pelo Exército. Com ou sem estas soluções, uma coisa parece certa: até ao meio dia alguns profissionais de saúde já ficaram sem casa alternativa e outros ficarão até ao final do dia. Se não houver mudança, a solução será voltarem às suas casas junto com as suas famílias, situação que está a preocupar os profissionais de saúde porque continuam a sentir-se muito expostos ao vírus e temem, em caso de contaminação, vir a causar outras contaminações nos seus núcleos familiares, alguns deles compostos por idosos, crianças ou outras pessoas em grupos de risco. Da parte da Administração do SESARAM fica a garantia de que a prioridade tem sido a aquisição e disponibilização dos equipamentos adequados conforme indicações da Autoridade de Saúde da Comissão de Infeção do SESRAM, nomeadamente para o trabalho na linha da frente, o chamado ‘covidáro’. E fica também a garantia de que “os imóveis devem ser devolvidos até ao final de hoje e nessa medida estão a ser tomados os procedimentos para tal, nomeadamente a limpeza dos mesmos e tratamento das roupas pelo sector de hotelaria do SESARAM.”

Em causa estão mais de uma dezena de enfermeiros, técnicos e assistentes operacionais. SESARAM nega aviso em cima da hora e explica que foram criadas condições de prevenção. Técnicos, enfermeiros e assistentes operacionais da linha da frente contra o Covid-19 na Madeira foram informados ontem à noite que tinham de deixar, até ao meio-dia de hoje, os apartamentos que lhes foram cedidos provisoriamente. A decisão foi comunicada pelo Serviço de Saúde aos técnicos em causa ao final do dia de ontem, em alguns casos mesmo a altas horas. E a indicação terá sido clara: tinham de abandonar as casas cedidas provisoriamente, pois as empresas que as tinham cedido estavam a reclamar os espaços para se preparem para a reabertura das atividades económicas. Em causa estão sobretudo apartamentos que estavam afetos ao Alojamento Local. Com o mercado parado, algumas empresas disponibilizaram esses espaços durante cerca de um mês e meio. Porém, o Serviço Regional de Saúde explica que a situação tinha um caráter provisório conforme terá sido explicado aos utentes dessas habitações durante os dias da Páscoa. Mesmo assim, a cedência das casas foi alargada por mais duas semanas devido à cerca sanitária. Agora que a situação começa a normalizar, o Serviço de Saúde admite ter informado os profissionais de que termina hoje o prazo de cedência. De acordo com uma nota emitida ao fim da manhã de hoje,na sequência de perguntas colocadas pelo Jornal, o SEARAM começa por agradecer “toda a colaboração da entidade Travel To Madeira na pessoa do Sr André Loja pela iniciativa que teve na disponibilização de imoveis da actividade de alojamento local”. E informa que foram cedidas por essa empresa cerca de 30 apartamentos. “Esta disponibilidade ocorreu desde a primeira hora e ao longo da segunda quinzena de Março foram ocupados conforme as recomendações da Direção de Enfermagem”, acrescenta a mesma nota antes de lembrar que durante a evolução da pandemia foram criadas condições, nomeadamente o treino adequado para trabalho em segurança. Da parte dos profissionais que contataram o JM, embora a posição das empresas de Alojamento Local seja atendível, a questão reside na urgência do ‘despejo’ decidido pelo SESARAM. “Quando muito comunicavam com mais tempo para não ser assim, em cima da hora”, disse-nos um dos afetados. Outra questão importante é que estes profissionais – e serão pelo menos mais do que uma dezena – continuam a prestar serviço fundamental na linha da frente do combate à Covid-19 e com os mesmos riscos, uma vez que a abertura das atividades económicas não determina o fim da pandemia. Entretanto, segundo soube o Jornal, o SESARAM terá oferecido aos profissionais em causa uma alternativa que passa por mandar assistentes operacionais, enfermeiros e outros técnicos para as camaratas disponibilizadas pelo Exército. Com ou sem estas soluções, uma coisa parece certa: até ao meio dia alguns profissionais de saúde já ficaram sem casa alternativa e outros ficarão até ao final do dia. Se não houver mudança, a solução será voltarem às suas casas junto com as suas famílias, situação que está a preocupar os profissionais de saúde porque continuam a sentir-se muito expostos ao vírus e temem, em caso de contaminação, vir a causar outras contaminações nos seus núcleos familiares, alguns deles compostos por idosos, crianças ou outras pessoas em grupos de risco. Da parte da Administração do SESARAM fica a garantia de que a prioridade tem sido a aquisição e disponibilização dos equipamentos adequados conforme indicações da Autoridade de Saúde da Comissão de Infeção do SESRAM, nomeadamente para o trabalho na linha da frente, o chamado ‘covidáro’. E fica também a garantia de que “os imóveis devem ser devolvidos até ao final de hoje e nessa medida estão a ser tomados os procedimentos para tal, nomeadamente a limpeza dos mesmos e tratamento das roupas pelo sector de hotelaria do SESARAM.”