Luis Parra eleito líder da Assembleia Nacional na ausência de Guaidó

Os deputados parlamentares chavistas elegeram hoje Luis Parra como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, perante o protesto do anterior líder, Juan Guaidó, impedido de entrar, durante horas, pela polícia. Com vários deputados da oposição...

Luis Parra eleito líder da Assembleia Nacional na ausência de Guaidó
Os deputados parlamentares chavistas elegeram hoje Luis Parra como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, perante o protesto do anterior líder, Juan Guaidó, impedido de entrar, durante horas, pela polícia. Com vários deputados da oposição ao regime do Presidente eleito, Nicolas Maduro, detidos fora do edifício do parlamento pela polícia, Luis Parra, antigo elemento do partido Primeiro Justiça (opositor de Maduro e rival de Guaidó) foi hoje escolhido presidente da Assembleia Nacional. Os apoiantes de Juan Guaidó, que esperava ser reeleito no cargo, classificaram esta eleição como “um golpe parlamentar”, denunciando a ilegalidade do ato, por falta de ‘quorum’ para realizar a eleição. Guaidó tentou garantir que todos os deputados opositores do regime pudessem aceder à sessão, mas um grupo da Polícia Nacional Bolivariana filtrou a entrada de muitos deles, considerando que não estavam “legalmente habilitados” para participar na votação. “Se não entram todos, não entra nenhum”, disse Juan Guaidó, quando foi barrado à entrada da Assembleia Nacional. Finalmente, Luis Parra fez o juramento de posse como presidente da Assembleia Nacional, entre gritos e empurrões de vários deputados oposicionistas, mas com o apoio da bancada chavista. A presidência da Assembleia Nacional é um cargo relevante por ter sido invocada por Juan Guaidó como elemento justificativo da sua ação como líder de oposição ao regime de Nicolas Maduro, após uma crise política e social que dura há cerca de um ano. Foi em virtude da sua qualidade de presidente da Assembleia Nacional que Juan Guaidó se autoproclamou Presidente interino da Venezuela, em 23 de janeiro de 2019, reconhecido por cerca de 60 países (incluindo Portugal) e entrando em rota de colisão com Nicolas Maduro, num confronto que ainda permanece.