Líder supremo iraniano ordena investigação às causas do abate de avião

O líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, ordenou hoje às forças armadas do país que investiguem as "prováveis falhas" que levaram ao abate acidental de um avião com 176 pessoas a bordo. Num comunicado publicado hoje na sua página...

Líder supremo iraniano ordena investigação às causas do abate de avião
O líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, ordenou hoje às forças armadas do país que investiguem as "prováveis falhas" que levaram ao abate acidental de um avião com 176 pessoas a bordo. Num comunicado publicado hoje na sua página eletrónica, o guia supremo pede às autoridades do país que façam o que for necessário para "evitar a repetição de um acidente semelhante". Segundo a agência Fars, Khamenei foi informado na sexta-feira de que a queda do Boeing 737 da Ukraine International Airlines tinha sido provocado por um "erro humano" e ordenou a publicação da verdade. Hoje, o 'ayatollah' exprimiu os seus "profundos sentimentos" às famílias das 176 vítimas e apelou às forças armadas que "investiguem as prováveis falhas e culpas no doloroso incidente". O Presidente do Irão afirmou hoje que o país "lamenta profundamente" ter abatido um avião civil ucraniano, sublinhando tratar-se de "uma grande tragédia e um erro imperdoável". "O inquérito interno das forças armadas concluiu que lamentavelmente mísseis lançados por engano provocaram a queda do avião ucraniano e a morte de 176 inocentes", admitiu Hassan Rohani, numa mensagem divulgada na rede social Twitter. "As investigações continuam por identificar e levar à justiça" os responsáveis, acrescentou. O Boeing 737 da companhia Ukrainian Airlines despenhou-se na quarta-feira nos arredores de Teerão, causando a morte de todas as 176 pessoas a bordo, na maioria iranianos e canadianos. O acidente ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.