Junta de São Gonçalo pergunta porque há um prédio social terminado e vazio

O presidente da Junta de São Gonçalo, Bruno Ferreira, diz que não percebe "como é que um prédio com 30 fogos, que está concluído desde Setembro, volvidos que estão seis meses, ainda não estejam atribuídos a quem necessita, e pior do que isso,...

Junta de São Gonçalo pergunta porque há um prédio social terminado e vazio
O presidente da Junta de São Gonçalo, Bruno Ferreira, diz que não percebe "como é que um prédio com 30 fogos, que está concluído desde Setembro, volvidos que estão seis meses, ainda não estejam atribuídos a quem necessita, e pior do que isso, como é que os residentes com a promessa de regresso, ainda não tenham sido contemplados com a sua habitação". Numa nota enviada à imprensa, o autarca local explica que decidiu fazer esta denúncia "enquanto responsável de freguesia e, sabendo que existem mais de 2.400 inscritos na Sociohabita, Empresa Municipal que gere o parque habitacional do município" que se encontram em "situação de desespero". Bruno Ferreira diz que, da sua parte, á solicitou "várias audiências ao conselho de administração da Investimentos Habitacionais da Madeira desde a data de conclusão da obra" e, ainda não obteve "qualquer resposta". "É desta forma que nos tratam, é desta forma que se trata o Poder Local na Região Autónoma da Madeira. Continuaremos a solicitar a audiência, porque é o que se exige a quem foi eleito para representar a sua população, não podemos é aceitar que um prédio se mantenha fechado sem que ninguém se justifique e sem que ninguém esclareça o que se passa. Nós queremos saber, em concreto, o que se passa e por que razão os ex-moradores ainda não regressaram; porque há um contrato assinado com a promessa de regresso. A tutela tem que cumprir, a tutela não pode, não deve deixar as pessoas em suspense pois estão desde setembro na expectativa de regresso à sua freguesia e não obtêm qualquer resposta", acusa, salientando que "não podemos continuar com este sentimento de impotência em esclarecer a população, o respeito institucional democrático deve imperar, a população não pode ser usada como arma de arremesso contra as instituições democraticamente eleitas". "A Junta de Freguesia exige uma resposta oficial, e deseja saber qual o motivo da Investimentos Habitacionais da Madeira, não responder à solicitação de audiência, ou melhor, que esclarecimento tem sobre a situação da segunda fase da reconstrução do Bairro de São Gonçalo", afirma, reforçando: "é para nós sinal de impotência e inércia no relacionamento institucional, passados que estão 6 meses da conclusão da obra e que ninguém saiba, oficialmente, quem serão os contemplados, se os ex-moradores, se as vítimas dos incêndios de 2016, se a comunidade venezuelana, entretanto regressada. Impõe-se uma resposta", conclui.