Jovens são quem mais refere ter começado a tomar ansiolíticos e antidepressivos

Os jovens são quem mais admite ter iniciado a toma de ansiolíticos e antidepressivos durante o período da pandemia e os idosos quem mais aumentou a dosagem, revela hoje um inquérito da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP). Contudo, a grande maioria dos inquiridos (83%) diz não ter tomado nenhum destes medicamentos, segundo o questionário “Opinião Social” do Barómetro Covid-19, um projeto da ENSP que acompanha a evolução das perceções dos portugueses durante a pandemia. Das pessoas que referem tomar atualmente este tipo de medicamentos, 14% iniciou a toma durante o período da covid-19, 9% aumentou a dosagem e 77% não alterou a forma como o faz, indica o estudo que vai na quinta semana de análise e conta com mais de 170 mil questionários preenchidos, sendo que os dados hoje divulgados referem-se, na sua maioria, às respostas reportadas entre os dias 10 e 24 de abril. Segundo o estudo, a que a agência Lusa teve acesso, são as mulheres que mais tomam ansiolíticos e antidepressivos (19% comparativamente a 12% dos homens). Quando analisado o consumo por escalão etário, verifica-se que são os idosos quem mais consome (34%), enquanto 23% têm entre os 46 e os 65 anos, 14% entre os 26 e os 45 anos e 9% entre os 16 e os 25 anos. A análise observa que são os mais jovens (16-25 anos) quem mais refere ter iniciado a toma durante este período e os idosos quem mais aumentou a dosagem. O inquérito sobre a utilização dos cuidados de saúde revela ainda que 93% dos inquiridos disse não ter necessitado de fazer um tratamento num serviço de saúde em tempos de covid-19, contra 7% que afirmou que sim. Das 350 pessoas que referiram ter precisado de fazer um tratamento, cerca de 34% não o fez porque o serviço desmarcou e 28% porque o próprio decidiu não fazer. Dos que o fizeram, 37% foi presencialmente. São mais as mulheres quem reporta não ter feito tratamento (63,7% comparando com 59% dos homens). De entre os que não realizaram o tratamento, são mais os homens que não fizeram por decisão própria (34% comparando com 25,8% das mulheres), enquanto nas mulheres foi mais por desmarcação do serviço (37,9% comparando com 25% dos homens). Embora com ligeiras diferenças, são também os idosos (67,7%) quem mais reporta não ter feito o tratamento, em comparação com as pessoas mais jovens (59,9% - 26-45 anos; 63,4% - 46-65 anos). Uma análise mais atenta das pessoas que fizeram o tratamento presencialmente revela que cerca de 70% consideraram grave o motivo para o tratamento. A Escola Nacional de Saúde Pública salienta que, “com o passar das semanas, se assiste a um crescimento do nível de confiança das pessoas no que diz respeito à capacidade de resposta dos serviços de saúde à covid-19”. Se na primeira semana apenas 9,4% das pessoas estava muito confiante, esta percentagem mais do que duplicou na quinta semana (21,6%). Atualmente, apenas 14% das pessoas está pouco ou nada confiante, quando na primeira semana mais de um terço de todos os respondentes reportava estar pouco ou nada confiante, sublinha a ENSP.

Jovens são quem mais refere ter começado a tomar ansiolíticos e antidepressivos
Os jovens são quem mais admite ter iniciado a toma de ansiolíticos e antidepressivos durante o período da pandemia e os idosos quem mais aumentou a dosagem, revela hoje um inquérito da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP). Contudo, a grande maioria dos inquiridos (83%) diz não ter tomado nenhum destes medicamentos, segundo o questionário “Opinião Social” do Barómetro Covid-19, um projeto da ENSP que acompanha a evolução das perceções dos portugueses durante a pandemia. Das pessoas que referem tomar atualmente este tipo de medicamentos, 14% iniciou a toma durante o período da covid-19, 9% aumentou a dosagem e 77% não alterou a forma como o faz, indica o estudo que vai na quinta semana de análise e conta com mais de 170 mil questionários preenchidos, sendo que os dados hoje divulgados referem-se, na sua maioria, às respostas reportadas entre os dias 10 e 24 de abril. Segundo o estudo, a que a agência Lusa teve acesso, são as mulheres que mais tomam ansiolíticos e antidepressivos (19% comparativamente a 12% dos homens). Quando analisado o consumo por escalão etário, verifica-se que são os idosos quem mais consome (34%), enquanto 23% têm entre os 46 e os 65 anos, 14% entre os 26 e os 45 anos e 9% entre os 16 e os 25 anos. A análise observa que são os mais jovens (16-25 anos) quem mais refere ter iniciado a toma durante este período e os idosos quem mais aumentou a dosagem. O inquérito sobre a utilização dos cuidados de saúde revela ainda que 93% dos inquiridos disse não ter necessitado de fazer um tratamento num serviço de saúde em tempos de covid-19, contra 7% que afirmou que sim. Das 350 pessoas que referiram ter precisado de fazer um tratamento, cerca de 34% não o fez porque o serviço desmarcou e 28% porque o próprio decidiu não fazer. Dos que o fizeram, 37% foi presencialmente. São mais as mulheres quem reporta não ter feito tratamento (63,7% comparando com 59% dos homens). De entre os que não realizaram o tratamento, são mais os homens que não fizeram por decisão própria (34% comparando com 25,8% das mulheres), enquanto nas mulheres foi mais por desmarcação do serviço (37,9% comparando com 25% dos homens). Embora com ligeiras diferenças, são também os idosos (67,7%) quem mais reporta não ter feito o tratamento, em comparação com as pessoas mais jovens (59,9% - 26-45 anos; 63,4% - 46-65 anos). Uma análise mais atenta das pessoas que fizeram o tratamento presencialmente revela que cerca de 70% consideraram grave o motivo para o tratamento. A Escola Nacional de Saúde Pública salienta que, “com o passar das semanas, se assiste a um crescimento do nível de confiança das pessoas no que diz respeito à capacidade de resposta dos serviços de saúde à covid-19”. Se na primeira semana apenas 9,4% das pessoas estava muito confiante, esta percentagem mais do que duplicou na quinta semana (21,6%). Atualmente, apenas 14% das pessoas está pouco ou nada confiante, quando na primeira semana mais de um terço de todos os respondentes reportava estar pouco ou nada confiante, sublinha a ENSP.