Jornadas Madeira: Modelo de desenvolvimento esqueceu dinamização das economias locais, afirma Rodrigues

Ainda que tenha melhorado, ao longo dos anos a qualidade de vida nos concelhos rurais, nomeadamente no norte, “as vias rápidas serviram mais para levar pessoas para o Sul, no início deste século, do que para fixar os jovens aqui nascidos e atrair outras pessoas a estes Municípios”, afirmou José Manuel Rodrigues na sua intervenção nas Jornadas Madeira. O presidente da ALRAM considera que “o modelo de desenvolvimento cuidou das obras públicas, mas esqueceu, muitas vezes, o apoio ao investimento privado, à dinamização das economias locais e à criação de empresas e de postos de trabalho, que é afinal o motivo principal para uma pessoa fixar-se numa determinada localidade ou decidir deslocar-se para outra onde encontra emprego à medida das suas qualificações”. “A esta vaga de migração sucedeu, na última década, uma terceira saída de jovens para o estrangeiro, provocada pela crise económica nacional e regional com a consequente paralisação do investimento e das obras publicas entre 2011 e 2015”, acrescentou, sendo que a esta situação acresce a “redução drástica da natalidade, comum a todos os concelhos, e um grau de envelhecimento da população nortenha muito acentuado, o que levanta problemas à revitalização desta Madeira profunda”.

Jornadas Madeira: Modelo de desenvolvimento esqueceu dinamização das economias locais, afirma Rodrigues
Ainda que tenha melhorado, ao longo dos anos a qualidade de vida nos concelhos rurais, nomeadamente no norte, “as vias rápidas serviram mais para levar pessoas para o Sul, no início deste século, do que para fixar os jovens aqui nascidos e atrair outras pessoas a estes Municípios”, afirmou José Manuel Rodrigues na sua intervenção nas Jornadas Madeira. O presidente da ALRAM considera que “o modelo de desenvolvimento cuidou das obras públicas, mas esqueceu, muitas vezes, o apoio ao investimento privado, à dinamização das economias locais e à criação de empresas e de postos de trabalho, que é afinal o motivo principal para uma pessoa fixar-se numa determinada localidade ou decidir deslocar-se para outra onde encontra emprego à medida das suas qualificações”. “A esta vaga de migração sucedeu, na última década, uma terceira saída de jovens para o estrangeiro, provocada pela crise económica nacional e regional com a consequente paralisação do investimento e das obras publicas entre 2011 e 2015”, acrescentou, sendo que a esta situação acresce a “redução drástica da natalidade, comum a todos os concelhos, e um grau de envelhecimento da população nortenha muito acentuado, o que levanta problemas à revitalização desta Madeira profunda”.