Joacine exalta-se no Congresso: “Elegeram uma mulher negra que gagueja e deu jeito para a subvenção”

A deputada do Livre, Joacine Katar Moreira, exaltou-se esta manhã durante o congresso onde se queixou de uma perseguição e intimidação por parte da direção. “Elegeram uma mulher negra que gagueja e que deu jeito para a subvenção” acusou. “Vocês...

Joacine exalta-se no Congresso: “Elegeram uma mulher negra que gagueja e deu jeito para a subvenção”
A deputada do Livre, Joacine Katar Moreira, exaltou-se esta manhã durante o congresso onde se queixou de uma perseguição e intimidação por parte da direção. “Elegeram uma mulher negra que gagueja e que deu jeito para a subvenção” acusou. “Vocês não sabem da missa a metade” continuou referindo que acha a situação “ilegal”, reiterando a ideia do princípio ao fim da sua intervenção. Já longe dos microfones a deputada do Livre não se deixou ficar: “É ilegal, ilegal, não se faz isto a ninguém. Como é que é possível, isto? Mentira!”, gritou. Durante o primeiro discurso no congresso começou por referir que “isto é uma época de imensa iniciativa, mas a iniciativa mais importante de hoje é felicitar o facto de se terem deslocado até aqui hoje. Eu nunca vi tantas pessoas do partido unidas. Nunca vi e efectivamente não faço ideia de onde vieram a maior parte dos indivíduos aqui. Isto é fundamental para qualquer partido que queira alguma resiliência, união. Infelizmente o elemento desta união não é necessariamente a união”. Do mesmo modo disse ser “irónico. Mas não é anormal numa democracia. É hábito no nosso partido, no PS, no CDS e noutros. Isto é a normalidade democrática. Mas o elemento fundamental tem de ser a ética e a verdade. Sem a ética e sem a verdade nós nunca estaremos na normalidade”, acusou. Com os ânimos cada vez mais exaltados, Joacine referiu que a proposta que foi apresentada pela Assembleia fere a sua honra. “Vim aqui porque o meu objetivo era fazer parte, ser igualmente uma agente de ação, de mudança absoluta. Foi por isto que cantámos a ironia de vamos dar um pontapé no estaminé, de que não íamos ser iguais aos outros e que as estruturas melhorem”, acrescentou.  “No Livre ninguém toma decisões por ninguém. (…) Muita gente reclamou que as pessoas do meu gabinete parlamentar, um deles é fundador do partido [Rafael Esteves Martins], recolheu assinaturas, algo que muito de vocês aqui não fizeram. A outra foi candidata às eleições. Se ela é boa para ser candidata por que não é boa para ser do gabinete?” lançou. Já no fim da sua intervenção, a deputada diz não haver nenhuma lacuna no cumprimento das ideias e do programa do Livre, sublinhando que a crise do partido acontece uma vez que a nível nacional e internacional “o Livre não está preparado para os votos dos portugueses”.