Internacionalização e produtividade são os maiores desafios para as empresas

Dean da Nova School of Business and Economics elege como um dos maiores desafios da economia portuguesa a capacidade de alavancar a globalização e a tecnologia e de aumentar a produtividade, defendendo a consolidação da Marca Portugal e o reajuste...

Internacionalização e produtividade são os maiores desafios para as empresas
Dean da Nova School of Business and Economics elege como um dos maiores desafios da economia portuguesa a capacidade de alavancar a globalização e a tecnologia e de aumentar a produtividade, defendendo a consolidação da Marca Portugal e o reajuste do posicionamento do País no exterior. Daniel Traça abriu a sua intervenção, no congresso da APAVT, sobre os grandes desafios da economia portuguesa depois da crise, defendendo que é preciso ajustar a produtividade das empresas portuguesas, considerando que esta "cresce pouco"  e  que o mercado precisa saber como reagir à  globalização e aos avanços da tecnologia. O sucesso de Portugal não passa pelo mercado interno, diz o especialista que destaca o aumento das exportaçoes e também a procura dos emigrantes qualificados para o País, conferindo valor acrescentado à economia portuguesa. "Hoje os investidores já não vêm para Portugal à procura de mão de obra barata, vêm à procura de talento", afirma, dando como exemplo a aposta nas tecnológicas. O desenvolvimento da Marca Portugal, rentabilizando vantagens como a estabilidade do País, o clima, a segurança, o talento, é um potencial que o País deve desenvolver para colher resultados a longo prazo, numa média de dez anos. Há questões a resolver, contudo, sobretudo a produtividade das empresas portuguesas que não cresce desde 2010, conclui Daniel Traça. Para resolver este problema é preciso, defende, repensar os modelos de negócio, apostar na internacionalização e em novos mercados como a Àsia, um destino com forte interesse  para Portugal e que deve ser desenvolvido. "É preciso mudar a forma como estamos e estar mais próximos dos jovens", sublinha o investidor que considera determinante Portugal rever o seu posicionamento perante o exterior, tirando partido do "talento e da ambição".