Greve na administração pública na Região poderá ser superior a 50%

O SINTAP diz que ainda é prematuro avançar com números da greve dos trabalhadores da Administração Pública na Região. Contudo, adianta que os mesmos deverão ser neste momento superiores a 50%.  Em declarações ao JM, o coordenador do SINTAP...

Greve na administração pública na Região poderá ser superior a 50%
O SINTAP diz que ainda é prematuro avançar com números da greve dos trabalhadores da Administração Pública na Região. Contudo, adianta que os mesmos deverão ser neste momento superiores a 50%.  Em declarações ao JM, o coordenador do SINTAP na Madeira, Ricardo Freitas, disse que nas escolas, são as do ensino pré-escolar aquelas que mais adereriram à greve, revelando até que há estabelecimentos de ensino que hoje não abriram as portas. Já nos serviços públicos, os primeiros dados apontam para uma adesão à greve na ordem dos 40% nas câmaras municipais enquanto que, na saúde, ainda não há uma percentagem calculado devido ao facto de os hospitais e centros de saúde estarem a trabalhar com os serviços mínimos. Recorde-se que esta é a primeira greve nacional da função pública desde que o atual Governo liderado por António Costa tomou posse, em 26 de outubro, e acontece a menos de uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), marcada para 06 de fevereiro. O Governo apresentou uma proposta de aumentos salariais de 0,3% para a função pública e chegou a dar a negociação por encerrada, mas a responsável pela pasta, a ministra Alexandra Leitão, voltou, entretanto, a convocar as organizações sindicais para reabrir o processo negocial, uma reunião que está marcada para 10 de fevereiro, após a votação do OE2020. A decisão não foi suficiente para travar a paralisação, com a ministra a declarar que "nunca foi propósito da marcação desta negociação com os sindicatos levá-los a desmarcar a greve" que, afirma, "é um direito integralmente respeitado". A anterior greve nacional da função pública que juntou as federações sindicais do setor da CGTP e da UGT realizou-se no último ano da anterior legislatura do governo de António Costa, em 15 de fevereiro de 2019, contra a política salarial do executivo, e teve uma adesão superior a 80%, segundo os sindicatos. Em 2019 não houve atualização salarial geral, mas o Governo decidiu elevar a remuneração mínima do Estado de 600 euros (equivalente ao valor do salário mínimo nacional naquele ano) para 635,07 euros.