Extração de inertes gera discussão acesa e acusação de quebra de sigilo

Foi na sequência de uma intervenção de Miguel Iglésias no período antes da ordem do dia, esta manhã, na Assembleia Legislativa Regional, que os ânimos aqueceram entre os deputados de PS e PSD. O tema, que está a ser discutido numa comissão de inquérito proposta pelos socialistas, foi trazido ao plenário pelo líder do grupo parlamentar do PS, que criticou as justificações dadas por três atuais e ex-governantes, entre os quais a secretária regional do Ambiente, Susana Prada, e lamentou que tivesse sido rejeitada a proposta para ouvir mais entidades. Adolfo Brazão, deputado do PSD e presidente da comissão especializada sobre a extração de inertes, considerou que Miguel Iglésias teria incorrido numa violação do dever de sigilo, ao mencionar assuntos que estão a ser discutidos. Sílvia Silva, do PS, e vice-presidente da mesma comissão, lembrou que as reuniões foram abertas à comunicação social. “Por isso, tudo o que foi dito aqui é público e já tinha sido noticiado pela comunicação social”, disse, antes de acrescentar: “É lamentável que o presidente da comissão coloque os interesses do Governo à frente dos interesses públicos.” Adolfo Brazão considerou "escandalosa" a acusação, tendo exigido um pedido de desculpas, e motivado ainda mais reparos de lado a lado. A acesa discussão levou mesmo o presidente da Assembleia a intervir por mais do que uma vez, para impor alguma ordem.

Extração de inertes gera discussão acesa e acusação de quebra de sigilo
Foi na sequência de uma intervenção de Miguel Iglésias no período antes da ordem do dia, esta manhã, na Assembleia Legislativa Regional, que os ânimos aqueceram entre os deputados de PS e PSD. O tema, que está a ser discutido numa comissão de inquérito proposta pelos socialistas, foi trazido ao plenário pelo líder do grupo parlamentar do PS, que criticou as justificações dadas por três atuais e ex-governantes, entre os quais a secretária regional do Ambiente, Susana Prada, e lamentou que tivesse sido rejeitada a proposta para ouvir mais entidades. Adolfo Brazão, deputado do PSD e presidente da comissão especializada sobre a extração de inertes, considerou que Miguel Iglésias teria incorrido numa violação do dever de sigilo, ao mencionar assuntos que estão a ser discutidos. Sílvia Silva, do PS, e vice-presidente da mesma comissão, lembrou que as reuniões foram abertas à comunicação social. “Por isso, tudo o que foi dito aqui é público e já tinha sido noticiado pela comunicação social”, disse, antes de acrescentar: “É lamentável que o presidente da comissão coloque os interesses do Governo à frente dos interesses públicos.” Adolfo Brazão considerou "escandalosa" a acusação, tendo exigido um pedido de desculpas, e motivado ainda mais reparos de lado a lado. A acesa discussão levou mesmo o presidente da Assembleia a intervir por mais do que uma vez, para impor alguma ordem.