EUA saúdam captura do alegado financiador do genocídio no Ruanda

 Os EUA saudaram hoje a detenção nos arredores de Paris do ‘financiador’ presumido do genocídio em 1994 no Ruanda, evocando uma “etapa importante para a justiça internacional” e um aviso para todos os “fugitivos”. Aos 84 anos, Félicien Kabuga, que residia numa região parisiense com uma identidade falsa, é acusado de ter criado as milícias Interhamwe, os principais braços armados do genocídio de 1994, que causou 800.000 mortes, segundo as Nações Unidas. Em fuga desde 1994, Kabuga é alvo de um mandado de prisão do Mecanismo Internacional, a estrutura responsável pela conclusão do trabalho do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR). Em 1998, esse tribunal acusou-o de conspiração para cometer genocídio, genocídio ou cumplicidade para cometer genocídio, incitamento direto e público para cometer genocídio e exterminação como crime contra a humanidade. Em comunicado, a porta-voz da diplomacia norte-americana, Morgan Ortagus, declarou: “Felicitamos os responsáveis das forças da ordem do mundo inteiro que contribuíram para a sua detenção”. Em 06 de abril de 1994 foi abatido, no aeroporto da capital do Ruanda, Kigali, o avião que transportava os presidentes ruandês, Juvenal Habyarimana, e burundês, Cyprien Ntaryamira, o que provocou um conflito étnico no país que matou mais de 800 mil pessoas e provocou milhões de refugiados. Cerca de oito mil tutsis e hutus moderados foram mortos diariamente entre abril e junho de 1994 no Ruanda por membros da etnia hutu. Segundo a ONU, cerca de 800 mil pessoas foram mortas entre 07 de abril e 15 de julho, com os tutsis a serem acusados de se unirem a milícias, que tinham entrado no norte do país, a partir de 1990, vindos do Uganda. Os dirigentes fizeram listas de pessoas a assassinar e as forças armadas e as milícias hutu Interahamwe massacraram os tutsis, a quem designavam por “inyenzi” (baratas em kinyarwanda, a língua oficial do Ruanda), assim como os hutus que se opunham ao partido de Habyarimana e os que se recusaram a participar na matança. Homens, mulheres e crianças foram assassinados à catanada, nas ruas, nas casas e mesmo em escolas e igrejas onde pensavam estar em segurança, enquanto o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu, em 21 de abril, reduzir os efetivos da Missão de Observação das Nações Unidas (MINUAR) por razões de segurança. Em 04 de julho, a FPR assumiu o controlo de Kigali acabando com o genocídio, o que levou ao êxodo de centenas de milhares de hutus para o vizinho Zaire, atualmente a República Democrática do Congo.

 Os EUA saudaram hoje a detenção nos arredores de Paris do ‘financiador’ presumido do genocídio em 1994 no Ruanda, evocando uma “etapa importante para a justiça internacional” e um aviso para todos os “fugitivos”. Aos 84 anos, Félicien Kabuga, que residia numa região parisiense com uma identidade falsa, é acusado de ter criado as milícias Interhamwe, os principais braços armados do genocídio de 1994, que causou 800.000 mortes, segundo as Nações Unidas. Em fuga desde 1994, Kabuga é alvo de um mandado de prisão do Mecanismo Internacional, a estrutura responsável pela conclusão do trabalho do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR). Em 1998, esse tribunal acusou-o de conspiração para cometer genocídio, genocídio ou cumplicidade para cometer genocídio, incitamento direto e público para cometer genocídio e exterminação como crime contra a humanidade. Em comunicado, a porta-voz da diplomacia norte-americana, Morgan Ortagus, declarou: “Felicitamos os responsáveis das forças da ordem do mundo inteiro que contribuíram para a sua detenção”. Em 06 de abril de 1994 foi abatido, no aeroporto da capital do Ruanda, Kigali, o avião que transportava os presidentes ruandês, Juvenal Habyarimana, e burundês, Cyprien Ntaryamira, o que provocou um conflito étnico no país que matou mais de 800 mil pessoas e provocou milhões de refugiados. Cerca de oito mil tutsis e hutus moderados foram mortos diariamente entre abril e junho de 1994 no Ruanda por membros da etnia hutu. Segundo a ONU, cerca de 800 mil pessoas foram mortas entre 07 de abril e 15 de julho, com os tutsis a serem acusados de se unirem a milícias, que tinham entrado no norte do país, a partir de 1990, vindos do Uganda. Os dirigentes fizeram listas de pessoas a assassinar e as forças armadas e as milícias hutu Interahamwe massacraram os tutsis, a quem designavam por “inyenzi” (baratas em kinyarwanda, a língua oficial do Ruanda), assim como os hutus que se opunham ao partido de Habyarimana e os que se recusaram a participar na matança. Homens, mulheres e crianças foram assassinados à catanada, nas ruas, nas casas e mesmo em escolas e igrejas onde pensavam estar em segurança, enquanto o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu, em 21 de abril, reduzir os efetivos da Missão de Observação das Nações Unidas (MINUAR) por razões de segurança. Em 04 de julho, a FPR assumiu o controlo de Kigali acabando com o genocídio, o que levou ao êxodo de centenas de milhares de hutus para o vizinho Zaire, atualmente a República Democrática do Congo.