Estados Unidos e Iraque concordam manter cooperação estratégica

O presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu homólogo iraquiano, Barham Saleh, chegaram hoje a acordo em Davos sobre a necessidade de manter a presença militar dos Estados Unidos no Iraque, indicou a Casa Branca. “Os dois dirigentes...

Estados Unidos e Iraque concordam manter cooperação estratégica
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu homólogo iraquiano, Barham Saleh, chegaram hoje a acordo em Davos sobre a necessidade de manter a presença militar dos Estados Unidos no Iraque, indicou a Casa Branca. “Os dois dirigentes concordaram com a importância de prosseguir a cooperação económica e ao nível da segurança entre o Iraque e os Estados Unidos, incluindo na luta contra” o grupo extremista Estado Islâmico (EI), referiu num comunicado. As relações entre Washington e Bagdad registam grande tensão desde que um ataque norte-americano no início do mês na capital do Iraque matou um importante general iraniano, Qassem Soleimani, e o ‘número dois’ das Forças de Mobilização Popular iraquianas (Hachd al-Chaabi), Abu Mahdi al-Muhandis. Manifestantes iraquianos protestaram depois contra os Estados Unidos e o parlamento iraquiano exigiu a saída das tropas estrangeiras no país, incluindo os cerca de 5.000 militares norte-americanos. O pedido foi rejeitado pelos Estados Unidos que exigiram, ao contrário, uma confirmação da parceria estratégica entre os dois países. Durante o seu encontro em Davos (Suíça), onde decorre o Fórum Económico Mundial, com Saleh, Trump “reafirmou o compromisso inabalável dos Estados Unidos com um Iraque soberano, estável e próspero”. Na terça-feira, o primeiro-ministro iraquiano em funções, Adel Abdel Mahdi, ordenou uma investigação ao lançamento de projéteis contra a embaixada dos Estados Unidos em Bagdad, perto da qual caíram nessa madrugada três foguetes em mais um ataque à zona. Desde o final de outubro que dezenas de projéteis têm sido disparados contra militares ou representantes norte-americanos no Iraque, designadamente na ‘zona verde’ de Bagdad, onde se encontra a embaixada e que é objeto de uma segurança reforçada. Estes ataques nunca foram reivindicados, mas Washington atribui-os a fações pró-iranianas.