Embaixadores aguardam discurso de Juan Guaidó na Plaza Bolívar de Chacao

Os embaixadores de Portugal (Carlos de Sousa Amaro, primeiro à esquerda), Alemanha e Japão na Venezuela e já se encontram na Plaza Bolivar de Chacao, em Caracas, à espera do discurso de Juan Guaidó. Tal como o JM já divulgou anteriormente,...

Embaixadores aguardam discurso de Juan Guaidó na Plaza Bolívar de Chacao
Os embaixadores de Portugal (Carlos de Sousa Amaro, primeiro à esquerda), Alemanha e Japão na Venezuela e já se encontram na Plaza Bolivar de Chacao, em Caracas, à espera do discurso de Juan Guaidó. Tal como o JM já divulgou anteriormente, o autoproclamado Presidente interino da Venezuela aterrou ao início desta noite em Caracas, num voo que partu de Lisboa depois de um périplo pelos Estados Unidos, onde manteve contacto com Donald Trump, e vários países da Europa. À chegada, tinha centenas de apoiantes à sua espera, assim como um forte dispositivo de segurança, além de muitos apoiantes de Maduro, tendo sido agredido por simpatizante do regime. Juan Guaidó chegou ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía (25 quilómetros a norte de Caracas), o principal do país, às 17h00 locais (21h00 em Lisboa), a bordo de um voo da transportadora TAP, e à chegada simpatizantes do regime agrediram-no na cara e rasgaram-lhe a camisa, perante a indiferença de agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar). O dirigente da oposição, que chegou a Caracas proveniente de um périplo iniciado a 19 de janeiro pela Colômbia, visitou posteriormente também a Inglaterra, Suíça, Espanha, Canadá, França e Estados Unidos, onde se reuniu com diferentes governantes e inclusive com o Presidente norte-americano Donald Trump, respetivamente. À chegada, Guaidó tinha à sua espera um grupo de deputados oposicionistas mas também dezenas de simpatizantes do regime e jornalistas. Apesar das agressões, e rodeado por ‘chavistas’, Juan Guaido, conseguiu entrar numa carrinha branca, enquanto a viatura era esmurrada e golpeada com objetos empunhados pelos adversários. Os simpatizantes do regime agrediram pelo menos sete jornalistas e obrigaram os profissionais da comunicação social a sair do aeroporto. Juan Guaidó dirigiu-se depois para a capital Caracas, onde na Praça Bolívar de Chacao (leste) está convocado um ato político da oposição. Pouco antes de aparecer ao público, Juan Guaidó informou, através da rede social Twitter que tinha chegado. "Venezuela: já estamos em Caracas. Trago o compromisso do mundo livre, disposto a ajudar-nos a recuperar a democracia e a liberdade. Começa um novo momento que não admite retrocessos e que exige que todos façamos o que temos que fazer. Chegou a Hora. Tudo pela Venezuela", escreveu. Numa outra mensagem dirigiu-se a "todas as forças políticas, a todos os setores da vida civil, a toda a família militar". "A ditadura nunca esteve tão isolada. Hoje, mais do que nunca, será necessária unidade, confiança e disciplina política. Atentos a novos anúncios. Estamos de regresso", escreveu.