Desastres naturais em Timor-Leste deixaram cinco mortos e 900 casas destruídas desde agosto

Desastres naturais em Timor-Leste, nomeadamente ventos fortes e incêndios, deixaram pelo menos cinco mortos, onze feridos e mais de 900 casas destruídas desde agosto, com o Governo a preparar apoio de emergência para centenas de famílias afetadas....

Desastres naturais em Timor-Leste deixaram cinco mortos e 900 casas destruídas desde agosto
Desastres naturais em Timor-Leste, nomeadamente ventos fortes e incêndios, deixaram pelo menos cinco mortos, onze feridos e mais de 900 casas destruídas desde agosto, com o Governo a preparar apoio de emergência para centenas de famílias afetadas. O balanço mais recente da Secretaria de Estado da Proteção Civil, a que a Lusa teve acesso, mostra que grande parte da destruição ocorreu no mês de outubro, com dois mortos, dois feridos, 714 casas e quatro edifícios públicos (incluindo uma capela). A destruição ocorreu em 10 dos 12 municípios de Timor-Leste e ainda no enclave de Oecusse Ambeno, mas o maior impacto, tanto de ventos como de fotos, ocorreu no município de Ermera em que foram destruídas só este mês 490 casas. Este balanço mostra que vários sucos (equivalente a freguesias) da zona de Hatulia B (Ermera) foram dos locais mais afetados, especialmente devido a incêndios. No detalhe sobre os incidentes desde agosto, o relatório confirma um morto devido a um incêndio a 24 de outubro, na zona de Same Vila e uma outra também devido a incêndio, em Fahisoi (Remexio) a 20 de outubro. Duas pessoas morreram devido ao vento forte na zona de Dukurai (Letefoho, Ermera, a sul de Díli) no dia 09 de setembro, uma morreu em Lebre (Bobonaro) devido a um incêndio, a 25 de agosto. O relatório nota que além da capela destruída em Hatubulico (Ainaro), foram ainda destruídas duas escolas na zona de Ermera e, de grande significado para a sociedade timorenses, um total de 13 ‘Uma Lisan’ (Casas Sagradas) em vários pontos do município de Baucau. Incêndios afetaram ainda algumas das zonas mais simbólicas do país, incluindo o Monte Ramelau, ponto mais alto do país e segundo mais elevado de todos os países de língua portuguesa. O Governo timorense canalizou já apoio para centenas de famílias afetadas, estando atualmente a ser estudado um reforço extraordinário no orçamento de 2019 – no valor de cinco milhões de dólares – para apoio adicional. Responsáveis da Proteção Civil estão atualmente a estudar com as agências das Nações Unidas em Timor-Leste eventuais apoios adicionais de emergência, confirmaram fontes do Governo. Rajesh Pandav, responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) explicou à Lusa que as Nações Unidas se disponibilizaram já para dar eventual apoio que possa ser necessário. Explicou ainda que na semana passada, e na sequência de um pedido do Ministério da Saúde, equipas da OMS e das autoridades de saúde timorenses deram já assistência de emergência a populações nas zonas mais afetadas de Ermera e Liquiçá, dois dos municípios mais afetados.