Cristas esperou 50 minutos para votar e fez apelo à participação

A presidente do CDS-PP teve hoje de esperar mais de 50 minutos para votar nas legislativas, disse ter esperança que a abstenção baixe e fez um apelo à participação de todos nas eleições, porque “cada voto conta”. “Cada voto conta e é muito...

Cristas esperou 50 minutos para votar e fez apelo à participação
A presidente do CDS-PP teve hoje de esperar mais de 50 minutos para votar nas legislativas, disse ter esperança que a abstenção baixe e fez um apelo à participação de todos nas eleições, porque “cada voto conta”. “Cada voto conta e é muito importante que ninguém fique em casa”, afirmou Assunção Cristas depois de exercer o seu direito de voto na escola secundária de Miraflores, Algés, Lisboa. A eleitora Maria de Assunção Oliveira Cristas Machado da Graça teve de esperar 51 minutos pela sua vez de votar, numa mesa exclusivamente feminina, da presidente às escrutinadoras, a secção n.º 8, onde estão inscritas as eleitoras, por ordem alfabética, eleitores com o nome começado por Maria Augusta até Maria Inácia. Quando chegou a sua hora de votar, foi a 241.ª eleitora a fazê-lo até às 12:16. Sobre o grande número de pessoas a votar a essa hora, Assunção Cristas disse esperar que "a abstenção possa baixar significativamente". Estas "são eleições decisivas para o pais, eleições para o parlamento, para saber quem nos governo nos próxims quatro anos", acrescentou. Durante o tempo que esteve à espera, Cristas disse ter ouvido queixas dos eleitores pelo tempo de espera e pela forma como tudo estava organizado, o que levou alguns “a desesperarem, de andar de uma sala para outra”, relatou. Daí ter feito mais um pedido para que as pessoas “vão com tempo e com tranquilidade” e “possam exercer o seu direito de voto”. Depois de ir à missa, Assunção Cristas vai almoçar com a família e só ao fim da tarde, cerca das 18:30, estará na sede do partido, em Lisboa, para acompanhar a noite eleitoral, com um “estado de espírito bom, tranquilamente”. Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher a constituição da Assembleia da República na próxima legislatura e de onde sairá o novo Governo. Esta é a 16.ª vez que os portugueses serão chamados a votar em legislativas, concorrendo a estas eleições um número recorde de forças políticas - 20 partidos e uma coligação - embora apenas 15 se apresentem a todos os círculos eleitorais. No total, são eleitos 230 deputados numas eleições que, ao longo dos anos, têm vindo a registar um aumento da taxa de abstenção. Em 2015, a taxa de abstenção atingiu o recorde de 44,4%, comparando com os 8,3% nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 1975, ou os 16,4% das primeiras legislativas, em 1976.