Covid-19: Várias cidades do Reino Unido endurecem restrições, Londres sob vigilância

Várias cidades no Reino Unido, incluindo Leeds, em Inglaterra, e Cardiff e Swansea, no País de Gales, anunciaram hoje novas restrições para tentar travar o agravamento da pandemia de covid-19 Em Leeds, uma cidade com mais de 750.000 habitantes no norte da Inglaterra, os residentes estão proibidos de se reunirem com membros de outras famílias em espaços interiores ou em jardins privados.  Nas cidades galesas de Cardiff, Swansea e Llanelli, núcleos familiares diferentes também estão proibidos de se encontrar em ambientes fechados e na Escócia foi feito um apelo aos estudantes universitários para não frequentarem bares e restaurantes ou festas este fim de semana. Centenas de estudantes foram infetados e estão em isolamento em residências, principalmente em Glasgow. ​​ Londres, com quase 9 milhões de habitantes, foi adicionada pelo Governo britânico à lista de cidades sob vigilância, o que significa que a capital do Reino Unido também pode enfrentar novas restrições se as infeções continuarem a aumentar. O Presidente da Câmara Municipal de Londres, Sadiq Khan, culpou a falta de capacidade de testes ao coronavírus pelo aumento das taxas de infeção na capital, queixando-se de que os testes foram desviados da capital para outros pontos críticos.  Autoridades de todo o país criticaram o programa de testes do Reino Unido nas últimas semanas, considerando que a escassez prejudicou a capacidade de rastrear e isolar os indivíduos infetados. "Londres está num ponto crítico muito preocupante agora. Estamos a registar um aumento acentuado de telefonemas para os serviços de urgência, internamentos hospitalares e pacientes em cuidados intensivos", alertou Khan, que tem vindo a pedir mais restrições há vários dias.  Em declarações ao jornal The Guardian, o autarca defendeu a proibição de encontros de pessoas de diferentes agregados familiares, tal como já acontece na Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales e várias cidades de Inglaterra.  Perante o aviso dos assessores científicos para o risco de um aumento exponencial de casos e, consequentemente, de hospitalizações e mortes, o Governo britânico introduziu esta semana novas restrições.  Para além da proibição já existente de ajuntamentos superiores a seis pessoas, recomendou o teletrabalho e decretou o encerramento de bares e restaurantes às 22:00 horas, para além da obrigação do uso de máscaras em mais espaços interiores.  O primeiro-ministro, Boris Johnson, vincou que estas medidas permitem “proteger” a economia de mais estragos, mas alguns especialistas defenderam medidas mais duras. 

Covid-19: Várias cidades do Reino Unido endurecem restrições, Londres sob vigilância
Várias cidades no Reino Unido, incluindo Leeds, em Inglaterra, e Cardiff e Swansea, no País de Gales, anunciaram hoje novas restrições para tentar travar o agravamento da pandemia de covid-19 Em Leeds, uma cidade com mais de 750.000 habitantes no norte da Inglaterra, os residentes estão proibidos de se reunirem com membros de outras famílias em espaços interiores ou em jardins privados.  Nas cidades galesas de Cardiff, Swansea e Llanelli, núcleos familiares diferentes também estão proibidos de se encontrar em ambientes fechados e na Escócia foi feito um apelo aos estudantes universitários para não frequentarem bares e restaurantes ou festas este fim de semana. Centenas de estudantes foram infetados e estão em isolamento em residências, principalmente em Glasgow. ​​ Londres, com quase 9 milhões de habitantes, foi adicionada pelo Governo britânico à lista de cidades sob vigilância, o que significa que a capital do Reino Unido também pode enfrentar novas restrições se as infeções continuarem a aumentar. O Presidente da Câmara Municipal de Londres, Sadiq Khan, culpou a falta de capacidade de testes ao coronavírus pelo aumento das taxas de infeção na capital, queixando-se de que os testes foram desviados da capital para outros pontos críticos.  Autoridades de todo o país criticaram o programa de testes do Reino Unido nas últimas semanas, considerando que a escassez prejudicou a capacidade de rastrear e isolar os indivíduos infetados. "Londres está num ponto crítico muito preocupante agora. Estamos a registar um aumento acentuado de telefonemas para os serviços de urgência, internamentos hospitalares e pacientes em cuidados intensivos", alertou Khan, que tem vindo a pedir mais restrições há vários dias.  Em declarações ao jornal The Guardian, o autarca defendeu a proibição de encontros de pessoas de diferentes agregados familiares, tal como já acontece na Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales e várias cidades de Inglaterra.  Perante o aviso dos assessores científicos para o risco de um aumento exponencial de casos e, consequentemente, de hospitalizações e mortes, o Governo britânico introduziu esta semana novas restrições.  Para além da proibição já existente de ajuntamentos superiores a seis pessoas, recomendou o teletrabalho e decretou o encerramento de bares e restaurantes às 22:00 horas, para além da obrigação do uso de máscaras em mais espaços interiores.  O primeiro-ministro, Boris Johnson, vincou que estas medidas permitem “proteger” a economia de mais estragos, mas alguns especialistas defenderam medidas mais duras.