Covid-19: Matosinhos preocupada por TAP querer reduzir operação a três rotas no aeroporto do Porto

A presidente da Câmara de Matosinhos disse hoje ver com “muita preocupação” a proposta da comissão executiva da TAP em reduzir a operação no aeroporto do Porto a três rotas, mas mostrou-se confiante que o Governo defenderá a região. “A câmara vê com muita preocupação o facto de a comissão executiva da TAP entender que pode ligar o Porto a apenas três rotas, nomeadamente Funchal [Madeira], Londres [Reino Unido] e Paris [França]”, afirmou Luísa Salgueiro hoje à Lusa. A autarca socialista reagia, assim, a uma notícia do diário Jornal de Notícias (JN) que, na sua edição, dá conta que a TAP vai retomar a atividade - interrompida pela pandemia da Covid-19 - com 71 rotas a partir do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e com apenas três com partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, distrito do Porto. Manifestando-se contra esta decisão, Luísa Salgueiro assumiu confiar que o Governo de António Costa irá defender os interesses da região Norte, dado que 40% das exportações portuguesas saem dali. “Matosinhos nunca aceitará esta proposta da TAP, mas acredita que o Governo também não a vai aceitar e vai obrigar a TAP a alterar a sua estratégia porque a TAP precisa do erário público para o seu futuro e deve ter em conta que o interesse público não está só na capital”, ressalvou. O interesse nacional precisa do dinamismo empresarial da região Norte, salientou, sublinhando ainda que a coesão territorial é essencial para o desenvolvimento sustentado do país. Segundo a socialista, uma companhia com bandeira nacional não pode deixar para trás a região “mais dinâmica” do ponto de vista económico, sendo uma “desconsideração” para todas as pessoas na região e um prejuízo para a sua economia, de onde resulta um prejuízo para a competitividade e economia nacional. Além disso, entendeu, é “fechar o turismo” ao Norte. Num momento de retoma da economia, em que é necessário gerar mais coesão territorial, a comissão executiva da TAP quer seguir uma política de “exclusão do Norte” e criar “iniquidades” do ponto de vista territorial, considerou. A atual crise é uma “boa oportunidade” para seguir opções que contrariem o centralismo, referindo, a título de exemplo, que o Norte não pode deixar de estar ligado a Bruxelas, na Bélgica, a Madrid, em Espanha, ou a Milão, em Itália. O Governo está a analisar a eventual concessão de apoios públicos à TAP, para assegurar a sua continuidade, segundo o relatório e contas da empresa pública Parpública, que detém 50% da companhia aérea. No relatório referente a 2019, divulgado na quinta-feira ao final da noite pela Parpública (em que anuncia que o grupo teve lucros de 138,8 milhões de euros em 2019), há referências a eventos que já ocorreram em 2020, mas que "merecem referência no presente contexto", destacando a situação da TAP e referindo-se aos apoios públicos que estão a ser analisados pelo Governo.

Covid-19: Matosinhos preocupada por TAP querer reduzir operação a três rotas no aeroporto do Porto
A presidente da Câmara de Matosinhos disse hoje ver com “muita preocupação” a proposta da comissão executiva da TAP em reduzir a operação no aeroporto do Porto a três rotas, mas mostrou-se confiante que o Governo defenderá a região. “A câmara vê com muita preocupação o facto de a comissão executiva da TAP entender que pode ligar o Porto a apenas três rotas, nomeadamente Funchal [Madeira], Londres [Reino Unido] e Paris [França]”, afirmou Luísa Salgueiro hoje à Lusa. A autarca socialista reagia, assim, a uma notícia do diário Jornal de Notícias (JN) que, na sua edição, dá conta que a TAP vai retomar a atividade - interrompida pela pandemia da Covid-19 - com 71 rotas a partir do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e com apenas três com partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, distrito do Porto. Manifestando-se contra esta decisão, Luísa Salgueiro assumiu confiar que o Governo de António Costa irá defender os interesses da região Norte, dado que 40% das exportações portuguesas saem dali. “Matosinhos nunca aceitará esta proposta da TAP, mas acredita que o Governo também não a vai aceitar e vai obrigar a TAP a alterar a sua estratégia porque a TAP precisa do erário público para o seu futuro e deve ter em conta que o interesse público não está só na capital”, ressalvou. O interesse nacional precisa do dinamismo empresarial da região Norte, salientou, sublinhando ainda que a coesão territorial é essencial para o desenvolvimento sustentado do país. Segundo a socialista, uma companhia com bandeira nacional não pode deixar para trás a região “mais dinâmica” do ponto de vista económico, sendo uma “desconsideração” para todas as pessoas na região e um prejuízo para a sua economia, de onde resulta um prejuízo para a competitividade e economia nacional. Além disso, entendeu, é “fechar o turismo” ao Norte. Num momento de retoma da economia, em que é necessário gerar mais coesão territorial, a comissão executiva da TAP quer seguir uma política de “exclusão do Norte” e criar “iniquidades” do ponto de vista territorial, considerou. A atual crise é uma “boa oportunidade” para seguir opções que contrariem o centralismo, referindo, a título de exemplo, que o Norte não pode deixar de estar ligado a Bruxelas, na Bélgica, a Madrid, em Espanha, ou a Milão, em Itália. O Governo está a analisar a eventual concessão de apoios públicos à TAP, para assegurar a sua continuidade, segundo o relatório e contas da empresa pública Parpública, que detém 50% da companhia aérea. No relatório referente a 2019, divulgado na quinta-feira ao final da noite pela Parpública (em que anuncia que o grupo teve lucros de 138,8 milhões de euros em 2019), há referências a eventos que já ocorreram em 2020, mas que "merecem referência no presente contexto", destacando a situação da TAP e referindo-se aos apoios públicos que estão a ser analisados pelo Governo.