Covid-19: Infarmed diz que não há dados que confirmem relação com ibuprofeno

O Infarmed insiste que não há dados científicos que confirmem a relação entre qualquer agravamento da infeção pelo novo coronavírus e a toma de ibuprofeno e diz aos doentes que devem manter o tratamento. Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) reafirma o que a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse no domingo e sublinha: "não há motivo para os doentes que se encontrem em tratamento com os referidos medicamentos [ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides] o interrompam". O Infarmed diz que a possível exacerbação das infeções, na generalidade, e a toma de ibuprofeno está a ser avaliada na União Europeia, no Comité de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da Agência Europeia do Medicamento (EMA), e deverá estar concluída em maio. "Espera-se que esta análise, cuja conclusão se aguarda em maio de 2020, permita esclarecer se existe uma associação entre a toma de ibuprofeno e a exacerbação das infeções. Dado que o ibuprofeno é utilizado para tratar os sintomas iniciais das infeções, será extremamente complexo determinar esta relação", explica a nota. Assim, acrescenta o Infarmed, "não há motivo para os doentes que se encontrem em tratamento com os referidos medicamentos o interrompam". A Autoridade Nacional do Medicamento recorda ainda que o tratamento sintomático da febre "deve ser realizado através do uso de paracetamol como primeira alternativa", mas sublinha que "não há evidências para contraindicar o uso de ibuprofeno". "Os dois medicamentos devem ser utilizados com base na informação constante do Resumo da Características do Medicamento e Folheto Informativo", adianta. O Infarmed aconselha os doentes a respeitarem sempre as indicações dos seus médicos assistentes no uso racional dos medicamentos prescritos. Esta nota do Infarmed surgiu depois de, no fim de semana, numa publicação nas redes sociais, o ministro francês da Saúde, Olivier Véran, ter desaconselhado a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios, como o Brufen, uma vez que poderiam agravar a infeção dos doentes infetados pelo novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19.

Covid-19: Infarmed diz que não há dados que confirmem relação com ibuprofeno
O Infarmed insiste que não há dados científicos que confirmem a relação entre qualquer agravamento da infeção pelo novo coronavírus e a toma de ibuprofeno e diz aos doentes que devem manter o tratamento. Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) reafirma o que a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse no domingo e sublinha: "não há motivo para os doentes que se encontrem em tratamento com os referidos medicamentos [ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides] o interrompam". O Infarmed diz que a possível exacerbação das infeções, na generalidade, e a toma de ibuprofeno está a ser avaliada na União Europeia, no Comité de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da Agência Europeia do Medicamento (EMA), e deverá estar concluída em maio. "Espera-se que esta análise, cuja conclusão se aguarda em maio de 2020, permita esclarecer se existe uma associação entre a toma de ibuprofeno e a exacerbação das infeções. Dado que o ibuprofeno é utilizado para tratar os sintomas iniciais das infeções, será extremamente complexo determinar esta relação", explica a nota. Assim, acrescenta o Infarmed, "não há motivo para os doentes que se encontrem em tratamento com os referidos medicamentos o interrompam". A Autoridade Nacional do Medicamento recorda ainda que o tratamento sintomático da febre "deve ser realizado através do uso de paracetamol como primeira alternativa", mas sublinha que "não há evidências para contraindicar o uso de ibuprofeno". "Os dois medicamentos devem ser utilizados com base na informação constante do Resumo da Características do Medicamento e Folheto Informativo", adianta. O Infarmed aconselha os doentes a respeitarem sempre as indicações dos seus médicos assistentes no uso racional dos medicamentos prescritos. Esta nota do Infarmed surgiu depois de, no fim de semana, numa publicação nas redes sociais, o ministro francês da Saúde, Olivier Véran, ter desaconselhado a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios, como o Brufen, uma vez que poderiam agravar a infeção dos doentes infetados pelo novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19.