Covid-19: Industriais venezuelanos pedem governo para responder à crise

A Confederação Venezuelana de Industriais (Conindústria) pediu a constitução de um governo de emergência para responder à crise política, económica e social no país, agravada pela pandemia da covid-19. “Tendo em vista a atual situação económica na Venezuela, exacerbada pela quarentena imposta pela o Governo perante a pandemia da covid-19, instamos os atores políticos a constituir efetivamente um governo de emergência nacional que estabeleça planos para dar uma resposta eficaz e eficiente às verdadeiras causas dos problemas”, indicou aquela organização num comunicado divulgado em Caracas, na quarta-feira. A Conindústria defendeu ser necessário “reconstruir esta grande nação, o que apenas se conseguirá se for constituído um governo de emergência, que surja de um grande acordo nacional para manejar a situação de urgência do país e o resgate das instituições democráticas”. No documento, a Conindústria adiantou que o pedido tem por base os resultados de uma sondagem conjuntural que realizou no último trimestre de 2019. “Precisamos de uma equipa humana que se desligue das ambições políticas, que entenda que todos juntos, com plena consciência do enorme estado de necessidade e calamidade da imensa maioria da população, podemos trabalhar para melhorar as condições de vida dos nossos cidadãos”, salientou. Segundo a Conindústria, a indústria venezuelana “sofre há mais de duas décadas os embates da imposição de políticas erráticas de natureza económica, que se refletem no vertiginoso declínio da capacidade operacional”, que atualmente é de “21% e sem expectativa de crescimento no curto ou médio prazo”. Por outro lado, a Conindústria disse que a queda significativa na procura, consequência da deterioração do poder de compra dos venezuelanos, levou quase 400 indústrias a cessarem a operação no ano passado, o que se traduziu na redução do parque industrial para 2.145 empresas das 13 mil que existiam há duas décadas. Os industriais advertiram que 43% das empresas podem não sobreviver a "mais de um ano" de crise, o que vai resultar em mais perdas de empregos dos venezuelanos. A falta de financiamento bancário, a voracidade fiscal e tributária, com prazos de pagamento que se mantêm apesar da pandemia da covid-19, são algumas das preocupações da Conindústria. É também “cada vez mais preocupante falta de combustível, que tende a paralisar totalmente a cadeia produtiva nacional, devido à impossibilidade de transportar os nossos colaboradores para o trabalho, as matérias-primas para as indústrias e os produtos acabados, dos centros de produção até aos centros de consumo”. Segundo a Conindústria é preciso gerar um clima de paz, confiança e institucionalidade no país, criar um ambiente para recuperar a confiança dos investidores para que invistam os seus capitais na Venezuela, oferecer oportunidade de trabalho e vida digna aos venezuelanos. A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 133 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 436 mil doentes foram considerados curados. Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Covid-19: Industriais venezuelanos pedem governo para responder à crise
A Confederação Venezuelana de Industriais (Conindústria) pediu a constitução de um governo de emergência para responder à crise política, económica e social no país, agravada pela pandemia da covid-19. “Tendo em vista a atual situação económica na Venezuela, exacerbada pela quarentena imposta pela o Governo perante a pandemia da covid-19, instamos os atores políticos a constituir efetivamente um governo de emergência nacional que estabeleça planos para dar uma resposta eficaz e eficiente às verdadeiras causas dos problemas”, indicou aquela organização num comunicado divulgado em Caracas, na quarta-feira. A Conindústria defendeu ser necessário “reconstruir esta grande nação, o que apenas se conseguirá se for constituído um governo de emergência, que surja de um grande acordo nacional para manejar a situação de urgência do país e o resgate das instituições democráticas”. No documento, a Conindústria adiantou que o pedido tem por base os resultados de uma sondagem conjuntural que realizou no último trimestre de 2019. “Precisamos de uma equipa humana que se desligue das ambições políticas, que entenda que todos juntos, com plena consciência do enorme estado de necessidade e calamidade da imensa maioria da população, podemos trabalhar para melhorar as condições de vida dos nossos cidadãos”, salientou. Segundo a Conindústria, a indústria venezuelana “sofre há mais de duas décadas os embates da imposição de políticas erráticas de natureza económica, que se refletem no vertiginoso declínio da capacidade operacional”, que atualmente é de “21% e sem expectativa de crescimento no curto ou médio prazo”. Por outro lado, a Conindústria disse que a queda significativa na procura, consequência da deterioração do poder de compra dos venezuelanos, levou quase 400 indústrias a cessarem a operação no ano passado, o que se traduziu na redução do parque industrial para 2.145 empresas das 13 mil que existiam há duas décadas. Os industriais advertiram que 43% das empresas podem não sobreviver a "mais de um ano" de crise, o que vai resultar em mais perdas de empregos dos venezuelanos. A falta de financiamento bancário, a voracidade fiscal e tributária, com prazos de pagamento que se mantêm apesar da pandemia da covid-19, são algumas das preocupações da Conindústria. É também “cada vez mais preocupante falta de combustível, que tende a paralisar totalmente a cadeia produtiva nacional, devido à impossibilidade de transportar os nossos colaboradores para o trabalho, as matérias-primas para as indústrias e os produtos acabados, dos centros de produção até aos centros de consumo”. Segundo a Conindústria é preciso gerar um clima de paz, confiança e institucionalidade no país, criar um ambiente para recuperar a confiança dos investidores para que invistam os seus capitais na Venezuela, oferecer oportunidade de trabalho e vida digna aos venezuelanos. A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 133 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 436 mil doentes foram considerados curados. Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.