Covid-19: Egito prolonga recolher obrigatório por mais duas semanas

O Egito anunciou hoje o prolongamento por mais duas semanas do recolher obrigatório noturno, em vigor desde 25 de março, com o objetivo de travar a propagação do novo coronavírus naquele país. “A comissão de crise recomendou (...) a continuação das medidas anteriormente tomadas por mais duas semanas, até 23 de abril", anunciou o primeiro-ministro egípcio, Mustafa Madbouli, numa conferência de imprensa no Cairo. As autoridades egípcias decidiram, no entanto, reduzir o recolher obrigatório em uma hora, de forma a evitar os grandes ajuntamentos nas ruas na altura do dia em que muitos trabalhadores, que ainda mantêm as respetivas atividades, saem do trabalho. Assim, o recolher obrigatório passa a ser cumprido entre as 20:00 locais (19:00 hora de Lisboa) e as 06:00 locais do dia seguinte (07:00 hora de Lisboa). O país mais populoso da zona do Mediterrâneo, com cerca de 100 milhões de habitantes, o Egito anunciou, até à data, 1.450 casos de infeção pelo novo coronavírus, incluindo 94 vítimas mortais. A par do recolher obrigatório, o governo egípcio também decretou o encerramento de cafés e de espaços de diversão noturna, tendo decidido igualmente que os restaurantes podem estar a funcionar, mas só para serviços de entregas e de take-away. As pessoas que não cumprirem as medidas de restrição estão sujeitas a coimas – que podem ir até 4.000 libras egípcias (cerca de 230 euros) – ou a penas de prisão. Ainda na conferência de imprensa, Mustafa Madbouli anunciou que os salários dos membros do governo egípcio serão reduzidos em 20% durante três meses, de forma a apoiar as pessoas mais pobres. Na segunda-feira, o Presidente do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, decretou a atribuição de uma ajuda mensal de 500 libras egípcias (cerca de 29 euros), durante um período de três meses, aos trabalhadores cujo trabalho está ameaçado pela pandemia da doença covid-19. Ao longo das últimas semanas, as autoridades egípcias realizaram operações de desinfeção em locais arqueológicos, museus e hotéis. Mesquitas, igrejas, escolas e universidades estão também fechadas e o tráfego aéreo internacional está suspenso desde 19 de março. Na terça-feira, o Egito tornou-se o primeiro país árabe a anunciar a suspensão de todas as atividades coletivas para o mês sagrado do Ramadão, este ano com início a 23 ou 24 de abril, devido à pandemia da covid-19.  

Covid-19: Egito prolonga recolher obrigatório por mais duas semanas
O Egito anunciou hoje o prolongamento por mais duas semanas do recolher obrigatório noturno, em vigor desde 25 de março, com o objetivo de travar a propagação do novo coronavírus naquele país. “A comissão de crise recomendou (...) a continuação das medidas anteriormente tomadas por mais duas semanas, até 23 de abril", anunciou o primeiro-ministro egípcio, Mustafa Madbouli, numa conferência de imprensa no Cairo. As autoridades egípcias decidiram, no entanto, reduzir o recolher obrigatório em uma hora, de forma a evitar os grandes ajuntamentos nas ruas na altura do dia em que muitos trabalhadores, que ainda mantêm as respetivas atividades, saem do trabalho. Assim, o recolher obrigatório passa a ser cumprido entre as 20:00 locais (19:00 hora de Lisboa) e as 06:00 locais do dia seguinte (07:00 hora de Lisboa). O país mais populoso da zona do Mediterrâneo, com cerca de 100 milhões de habitantes, o Egito anunciou, até à data, 1.450 casos de infeção pelo novo coronavírus, incluindo 94 vítimas mortais. A par do recolher obrigatório, o governo egípcio também decretou o encerramento de cafés e de espaços de diversão noturna, tendo decidido igualmente que os restaurantes podem estar a funcionar, mas só para serviços de entregas e de take-away. As pessoas que não cumprirem as medidas de restrição estão sujeitas a coimas – que podem ir até 4.000 libras egípcias (cerca de 230 euros) – ou a penas de prisão. Ainda na conferência de imprensa, Mustafa Madbouli anunciou que os salários dos membros do governo egípcio serão reduzidos em 20% durante três meses, de forma a apoiar as pessoas mais pobres. Na segunda-feira, o Presidente do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, decretou a atribuição de uma ajuda mensal de 500 libras egípcias (cerca de 29 euros), durante um período de três meses, aos trabalhadores cujo trabalho está ameaçado pela pandemia da doença covid-19. Ao longo das últimas semanas, as autoridades egípcias realizaram operações de desinfeção em locais arqueológicos, museus e hotéis. Mesquitas, igrejas, escolas e universidades estão também fechadas e o tráfego aéreo internacional está suspenso desde 19 de março. Na terça-feira, o Egito tornou-se o primeiro país árabe a anunciar a suspensão de todas as atividades coletivas para o mês sagrado do Ramadão, este ano com início a 23 ou 24 de abril, devido à pandemia da covid-19.