Covid-19: Alemanha confiante em acordo no Eurogrupo na quinta-feira

O ministro das Finanças alemão afirmou hoje que o Eurogrupo já “quase” chegou a acordo sobre a resposta económica à crise provocada pela pandemia covid-19, faltando a necessária unanimidade, que acredita ser possível alcançar na quinta-feira. Em declarações à imprensa alemã após a ‘maratona’ negocial de 16 horas dos ministros das Finanças europeias – numa videoconferência conduzida desde Lisboa por Mário Centeno e suspensa hoje ao início da manhã para ser retomada na quinta-feira -, Olaf Scholz reafirmou a oposição de Berlim à emissão de dívida conjunta (os ‘eurobonds’, ou ‘coronabonds’), mas disse acreditar que será possível um entendimento entre todos, incluindo os “amigos de França, Portugal e Espanha, entre outros”. “Quase chegámos a acordo, mas temos de alcançar a unanimidade, pelo que temos de continuar a conversar e negociar. Avançámos muito, mas ainda não chegámos ao fim”, disse em conferência de imprensa em Berlim o ministro, que afirmou acreditar num compromisso “antes da Páscoa”. Scholz reiterou o apoio de Berlim à solução que prevê o recurso privilegiado a linhas de crédito do fundo de resgate permanente da zona euro, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), que, argumentou, “tem uma grande capacidade e está em condições de cumprir essa missão”. O ministro alemão insistiu que o relançamento da economia europeia após a crise atual provocada pela pandemia é possível com “instrumentos muito clássicos”, já existentes, “como por exemplo o orçamento da União Europeia”, uma ideia que tem vindo a ser defendida pela presidente da Comissão, sua compatriota Ursula von der Leyen, como base para o ‘Plano Marshall’ de que a Europa necessitará para relançar a economia europeia. A videoconferência do Eurogrupo, iniciada na terça-feira à tarde e considerada decisiva para a resposta económica da Europa à crise provocada pela pandemia covid-19, foi suspensa ao início da manhã, após 16 horas de discussões sem que fosse possível chegar a um consenso, e será retomada na quinta-feira, anunciou Mário Centeno. “Após 16 horas de discussões, chegámos perto de um acordo, mas ainda não estamos lá. Suspendi o Eurogrupo e [a discussão] continua amanhã, quinta-feira”, escreveu na sua conta oficial na rede social Twitter o presidente do fórum de ministros das Finanças da zona euro e ministro das Finanças português, acrescentando que os seus objetivos permanecem os mesmos. Antes da reunião, Centeno disse esperar um acordo sobre um pacote financeiro de emergência robusto para trabalhadores, empresas e países, no valor total de cerca de 500 mil milhões de euros, bem como um “compromisso claro” relativamente a um plano de recuperação (posterior) de grande envergadura. Dois dos três elementos do pacote, as ‘redes de segurança’ para trabalhadores e para empresas, parecem pacíficos, dado o consenso em torno do programa de 100 mil milhões de euros proposto pela Comissão Europeia para financiar regimes de proteção de emprego e uma garantia de 200 mil milhões de euros do Banco Europeu de Investimento para apoiar as empresas em dificuldades, especialmente as pequenas e médias empresas. A questão que continua a dividir os Estados-membros é a forma como apoiar os países, com uns a defenderem a emissão conjunta de dívida e outros o recurso a linhas de crédito do MEE. Os ministros das Finanças estão então ‘obrigados’ a chegar a um compromisso sobre o apoio aos Estados-membros, pois foi essa a missão que lhes foi confiada pelos chefes de Estado e de Governo da UE na última cimeira, por videoconferência, realizada em 26 de março. No final desse Conselho Europeu também marcado por divergências e fortes tensões, os líderes solicitaram ao Eurogrupo que apresentasse propostas concretas no prazo de duas semanas, prazo esse que ‘expira’ precisamente na quinta-feira.

Covid-19: Alemanha confiante em acordo no Eurogrupo na quinta-feira
O ministro das Finanças alemão afirmou hoje que o Eurogrupo já “quase” chegou a acordo sobre a resposta económica à crise provocada pela pandemia covid-19, faltando a necessária unanimidade, que acredita ser possível alcançar na quinta-feira. Em declarações à imprensa alemã após a ‘maratona’ negocial de 16 horas dos ministros das Finanças europeias – numa videoconferência conduzida desde Lisboa por Mário Centeno e suspensa hoje ao início da manhã para ser retomada na quinta-feira -, Olaf Scholz reafirmou a oposição de Berlim à emissão de dívida conjunta (os ‘eurobonds’, ou ‘coronabonds’), mas disse acreditar que será possível um entendimento entre todos, incluindo os “amigos de França, Portugal e Espanha, entre outros”. “Quase chegámos a acordo, mas temos de alcançar a unanimidade, pelo que temos de continuar a conversar e negociar. Avançámos muito, mas ainda não chegámos ao fim”, disse em conferência de imprensa em Berlim o ministro, que afirmou acreditar num compromisso “antes da Páscoa”. Scholz reiterou o apoio de Berlim à solução que prevê o recurso privilegiado a linhas de crédito do fundo de resgate permanente da zona euro, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), que, argumentou, “tem uma grande capacidade e está em condições de cumprir essa missão”. O ministro alemão insistiu que o relançamento da economia europeia após a crise atual provocada pela pandemia é possível com “instrumentos muito clássicos”, já existentes, “como por exemplo o orçamento da União Europeia”, uma ideia que tem vindo a ser defendida pela presidente da Comissão, sua compatriota Ursula von der Leyen, como base para o ‘Plano Marshall’ de que a Europa necessitará para relançar a economia europeia. A videoconferência do Eurogrupo, iniciada na terça-feira à tarde e considerada decisiva para a resposta económica da Europa à crise provocada pela pandemia covid-19, foi suspensa ao início da manhã, após 16 horas de discussões sem que fosse possível chegar a um consenso, e será retomada na quinta-feira, anunciou Mário Centeno. “Após 16 horas de discussões, chegámos perto de um acordo, mas ainda não estamos lá. Suspendi o Eurogrupo e [a discussão] continua amanhã, quinta-feira”, escreveu na sua conta oficial na rede social Twitter o presidente do fórum de ministros das Finanças da zona euro e ministro das Finanças português, acrescentando que os seus objetivos permanecem os mesmos. Antes da reunião, Centeno disse esperar um acordo sobre um pacote financeiro de emergência robusto para trabalhadores, empresas e países, no valor total de cerca de 500 mil milhões de euros, bem como um “compromisso claro” relativamente a um plano de recuperação (posterior) de grande envergadura. Dois dos três elementos do pacote, as ‘redes de segurança’ para trabalhadores e para empresas, parecem pacíficos, dado o consenso em torno do programa de 100 mil milhões de euros proposto pela Comissão Europeia para financiar regimes de proteção de emprego e uma garantia de 200 mil milhões de euros do Banco Europeu de Investimento para apoiar as empresas em dificuldades, especialmente as pequenas e médias empresas. A questão que continua a dividir os Estados-membros é a forma como apoiar os países, com uns a defenderem a emissão conjunta de dívida e outros o recurso a linhas de crédito do MEE. Os ministros das Finanças estão então ‘obrigados’ a chegar a um compromisso sobre o apoio aos Estados-membros, pois foi essa a missão que lhes foi confiada pelos chefes de Estado e de Governo da UE na última cimeira, por videoconferência, realizada em 26 de março. No final desse Conselho Europeu também marcado por divergências e fortes tensões, os líderes solicitaram ao Eurogrupo que apresentasse propostas concretas no prazo de duas semanas, prazo esse que ‘expira’ precisamente na quinta-feira.