Covid-19: 30 portugueses foram ontem repatriados da Venezuela e um vem para a Madeira

Trinta portugueses partiram hoje do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, a norte de Caracas, num voo da companhia aérea Plus Ultra, elevando para 48 o número de lusos repatriados da Venezuela, desde finais de março. Um desses portugueses segue, depois, para a Madeira. Na Venezuela, há mais sete madeirenses que não conseguiram viagem. Fontes aeroportuárias e diplomáticas explicaram à agência Lusa que o voo foi organizado por Espanha para transportar cidadãos europeus, entre eles os portugueses, que tinham ficado retidos na Venezuela, devido à restrição de voos decorrente da pandemia do novo coronavírus. O avião, um Airbus A340-313 (A343) que chegou na noite de quarta-feira a Caracas, partiu de Maiquetía pelas 17:10 locais (22:10 em Lisboa) para Madrid, com mais de 300 pessoas a bordo. Uma vez em Madrid, os passageiros portugueses vão seguir viagem para Lisboa de autocarro, devendo cumprir uma quarentena.  “Abrimos o check-in pelas 12:00 horas locais [17:00 horas em Lisboa]. São 30 portugueses que viajaram recentemente para a Venezuela e que pediram para ser repatriados, porque vieram ver a família e ficaram apanhados”, explicou o cônsul-geral de Portugal em Caracas. Lícinio Bingre do Amaral precisou que estes portugueses residem em Portugal continental, com exceção de um que seguirá depois para a Madeira. “Há mais gente [da Madeira], pelo menos sete madeirenses ficaram em terra [na Venezuela], porque não conseguiram arranjar os bilhetes para o Funchal”, disse. O diplomata precisou que ficaram ainda mais portugueses em lista de espera, porque não havia lugar no voo. “As pessoas que residem em Portugal e que estão cá de férias ou de negócios que façam saber ao consulado que estão interessados em regressar, para ficar em lista de espera, se houver um novo voo”, frisou. Na Venezuela alguns passageiros portugueses tiveram que conseguir um salvo-conduto e gasolina para poder chegar ao Aeroporto, entre eles um luso que estava em Barquisimeto (365 quilómetros a oeste da capital). Em 26 de março, esta mesma companhia aérea realizou o primeiro voo organizado pela Espanha para transportar cidadãos europeus, no qual foram repatriados 18 cidadãos portugueses. Segundo fontes aeroportuárias estão previstos voos de repatriamento de cidadãos de brasileiros e paraguaios, para esta sexta-feira e sábado, respetivamente. Na Venezuela estão oficialmente confirmados 197 casos de pessoas infetadas e nove mortes associadas ao coronavírus. A Venezuela está desde 13 de março em estado de alerta, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia. O estado de alerta foi decretado por 30 dias e prolongado por igual período. Os voos nacionais e internacionais estão restringidos no país.

Covid-19: 30 portugueses foram ontem repatriados da Venezuela e um vem para a Madeira
Trinta portugueses partiram hoje do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, a norte de Caracas, num voo da companhia aérea Plus Ultra, elevando para 48 o número de lusos repatriados da Venezuela, desde finais de março. Um desses portugueses segue, depois, para a Madeira. Na Venezuela, há mais sete madeirenses que não conseguiram viagem. Fontes aeroportuárias e diplomáticas explicaram à agência Lusa que o voo foi organizado por Espanha para transportar cidadãos europeus, entre eles os portugueses, que tinham ficado retidos na Venezuela, devido à restrição de voos decorrente da pandemia do novo coronavírus. O avião, um Airbus A340-313 (A343) que chegou na noite de quarta-feira a Caracas, partiu de Maiquetía pelas 17:10 locais (22:10 em Lisboa) para Madrid, com mais de 300 pessoas a bordo. Uma vez em Madrid, os passageiros portugueses vão seguir viagem para Lisboa de autocarro, devendo cumprir uma quarentena.  “Abrimos o check-in pelas 12:00 horas locais [17:00 horas em Lisboa]. São 30 portugueses que viajaram recentemente para a Venezuela e que pediram para ser repatriados, porque vieram ver a família e ficaram apanhados”, explicou o cônsul-geral de Portugal em Caracas. Lícinio Bingre do Amaral precisou que estes portugueses residem em Portugal continental, com exceção de um que seguirá depois para a Madeira. “Há mais gente [da Madeira], pelo menos sete madeirenses ficaram em terra [na Venezuela], porque não conseguiram arranjar os bilhetes para o Funchal”, disse. O diplomata precisou que ficaram ainda mais portugueses em lista de espera, porque não havia lugar no voo. “As pessoas que residem em Portugal e que estão cá de férias ou de negócios que façam saber ao consulado que estão interessados em regressar, para ficar em lista de espera, se houver um novo voo”, frisou. Na Venezuela alguns passageiros portugueses tiveram que conseguir um salvo-conduto e gasolina para poder chegar ao Aeroporto, entre eles um luso que estava em Barquisimeto (365 quilómetros a oeste da capital). Em 26 de março, esta mesma companhia aérea realizou o primeiro voo organizado pela Espanha para transportar cidadãos europeus, no qual foram repatriados 18 cidadãos portugueses. Segundo fontes aeroportuárias estão previstos voos de repatriamento de cidadãos de brasileiros e paraguaios, para esta sexta-feira e sábado, respetivamente. Na Venezuela estão oficialmente confirmados 197 casos de pessoas infetadas e nove mortes associadas ao coronavírus. A Venezuela está desde 13 de março em estado de alerta, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia. O estado de alerta foi decretado por 30 dias e prolongado por igual período. Os voos nacionais e internacionais estão restringidos no país.