Coronavírus. OMS declara emergência de saúde global

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou esta quinta-feira uma emergência de saúde a nível global face à epidemia de coronavírus, no mesmo dia em que a China anunciou a morte de mais 38 pessoas, fazendo subir o balanço de vítimas mortais...

Coronavírus. OMS declara emergência de saúde global
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou esta quinta-feira uma emergência de saúde a nível global face à epidemia de coronavírus, no mesmo dia em que a China anunciou a morte de mais 38 pessoas, fazendo subir o balanço de vítimas mortais para 171 em menos de um mês. Na última semana, a OMS esteve reunida de emergência por duas vezes e em ambas não houve consenso para avançar com esta declaração de emergência global, com alguns dos médicos e cientistas a alegarem que ainda não tinham em sua posse informação suficiente para tomar essa decisão. Declarar uma emergência global por questões de saúde pública pode contribuir para mais sinergia entre os vários países no combate à epidemia, mas também coloca os países no epicentro dos surtos sob ainda mais escrutínio. Os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus foram registados a 31 de dezembro em Wuhan, na China. Em menos de um mês, o número de infeções confirmadas disparou para quase oito mil dentro da China, havendo pelo menos 68 casos confirmados no resto do mundo. Esta quinta-feira, França confirmou o seu sexto caso de infeção e os EUA tornaram-se o quinto país a confirmar a primeira transmissão do vírus entre humanos no seu território, num caso envolvendo uma mulher de Chicago que voltou de Wuhan recentemente e que transmitiu o vírus ao marido. Até agora, a OMS tem tecido elogios à forma como a China está a lidar com o surto de coronavírus. Na terça-feira, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, encontrou-se com Xi Jinping, o Presidente chinês, em Pequim, altura em que aplaudiu a "resposta nacional monumental" posta em marcha pelo Governo assim que o primeiro caso de infeção foi confirmado. "Estou pasmado com a determinação dos líderes e do povo chinês em acabar com o surto de coronavírus", escreveu o médico no Twitter depois do encontro. "São eles que mais estão a sofrer. As suas vidas e a sua economia estão a carregar o fardo deste surto enquanto eles se sacrificam para o conter. A China precisa da solidariedade e do apoio de todo o mundo."