CMF quer que AMRAM tenha acesso ao Fundo Social de Europeu para criar programas de emprego

O Programa Municipal de Formação e Ocupação em Contexto de Trabalho (PMFOCT) do Funchal, criado em 2015, já teve mais de 450 formandos e representa um investimento da Autarquia de 2,9 milhões de euros. Garantia deixada esta manhã, pelo presidente...

CMF quer que AMRAM tenha acesso ao Fundo Social de Europeu para criar programas de emprego
O Programa Municipal de Formação e Ocupação em Contexto de Trabalho (PMFOCT) do Funchal, criado em 2015, já teve mais de 450 formandos e representa um investimento da Autarquia de 2,9 milhões de euros. Garantia deixada esta manhã, pelo presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, que procedeu à entrega dos prémios de incentivo e integração a 41 formandos que concluíram o programa municipal de formação e ocupação em contexto de trabalho. Na cerimónia que decorreu no salão nobre da Autarquia, o edil sublinhou que muitos dos formandos veem a possibilidade de se integrarem no mercado de trabalho. A Câmara gostaria de ver  este investimento fito exclusivamente com recurso ao Orçamento Municipal, alavacando por fundos comunitários, nomeadamente pelo Fundo Social Europeu (FSE), conforme sublinhou o autarca. Se, neste último Quadro Comunitário de Apoio, não foi possível aos municípios, poderem aceder ao FSE para políticas públicas de emprego, o edil entende que, no próximo QCA, a AMRAM (Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira) deverá ser constituída como um beneficiário responsável pela execução de políticas públicas e, desta forma, os municípios, que são as entidades que têm conhecimento muito mais próximo dos problemas dos cidadãos, possam ter um papel mais interventivo. E associar este investimento que quase ascende a 3 milhões de euros a uma componente de fundos comunitários do FSE, que possa criar programas muito mais abrangentes, conforme defendeu ainda Miguel Silva Gouveia. O presidente da Câmara Municipal do Funchal acha que, a par do Instituto de Emprego, a AMRAM devia se constituir como beneficiário responsável pela execução de políticas públicas, podendo ter acesso ao FSE, para criar programas de emprego. "Suponhamos que conseguiríamos um financiamento a 50 por cento. Aos 3 milhões que a Câmara do Funchal investiu nos últimos cinco anos, poderia se acrescer outros 3 milhões, o que significaria 6 milhões. Portanto, o dobro para criar medidas de emprego", finalizou.