CDU analisa fenómeno da prostituição: uma "forma de escravatura"

A CDU promoveu um debate público sobre a "Prostituição: grave forma de violência e exploração!", integrado no ciclo de debates "Segundas Conversas", que se realizam no Espaço CDU, no Funchal, no qual usou da palavra Herlanda Amado. O debate...

CDU analisa fenómeno da prostituição: uma
A CDU promoveu um debate público sobre a "Prostituição: grave forma de violência e exploração!", integrado no ciclo de debates "Segundas Conversas", que se realizam no Espaço CDU, no Funchal, no qual usou da palavra Herlanda Amado. O debate e toda a abordagem da problemática da prostituição neste debate assentou numa discussão sobre os direitos humanos e na defesa da dignidade da mulher. Logo na abertura deste debate, Herlanda Amado começou por afirmar que «a prostituição é uma forma de escravatura incompatível com a dignidade e os direitos humanos». Analisando o fenómeno das redes de tráfico de mulheres e as realidades da prostituição na Região Autónoma da Madeira e no País, disse Herlanda Amado que «existem processos à escala nacional, como internacional, que fazem do fenómeno da prostituição uma horrível forma de exploração e violência sobre as mulheres, uma expressão de violência que atenta contra a dignidade das mulheres, pelo que, só a defesa do sistema abolicionista é compatível com a defesa da sua dignidade.» Outra das vertentes do debate deu particular destaque à consideração de medidas políticas que visem um combate à prostituição, desde logo, na Região e no País. Sobre as linhas de intervenção para combater os fenómenos da prostituição disse Herlanda Amado: «o combate à prostituição faz-se, sobretudo, no combate às suas causas, que são de pobreza, de exclusão social, sendo necessárias medidas de apoio às mulheres vítimas de prostituição, integrando-as socialmente e no mercado de trabalho.» No decorrer do debate realizado pela CDU no Funchal foram ainda apresentadas diversas propostas e opiniões por parte de outros participantes sobre o muito que importa ainda fazer para que a sociedade consiga progredir na edificação de uma cultura dos direitos humanos, na defesa da dignidade e dos direitos da mulher.