Candidato do PDR quer debate alargado sobre a violência doméstica

O Partido Democrático Republicano quer um debate alargado sobre o fenómeno da violência doméstica na Madeira, adianta, em comunicado. “Os recentes casos de violência doméstica, que quase sempre terminam num quadro de morte para a vítima, obrigam...

Candidato do PDR quer debate alargado sobre a violência doméstica
O Partido Democrático Republicano quer um debate alargado sobre o fenómeno da violência doméstica na Madeira, adianta, em comunicado. “Os recentes casos de violência doméstica, que quase sempre terminam num quadro de morte para a vítima, obrigam a que todas as entidades públicas repensem o trabalho que está a ser realizado no terreno”, defende o candidato Filipe Rebelo. O representante do PDR diz também que “a sociedade em geral deve ser chamada a intervir de forma mais ativa, nomeadamente ao nível das campanhas de sensibilização”. Refere ainda que a situação se torna mais grave quando há menores envolvidos, daí que todas as comissões de proteção de crianças e jovens assumam um papel fundamental. “Estas comissões são uma primeira linha onde se analisam comportamentos suspeitos no ambiente familiar”, frisou, adiantando que também há um trabalho importante a ser realizado nos estabelecimentos de ensino onde, até por alguns estudos nacionais, há formas visíveis de violência entre os jovens, no namoro. O PDR relembra que o Ministério Público recebeu das cinco comarcas do distrito judicial de Lisboa 3.487 processos por violência doméstica entre janeiro e março, segundo dados da Procuradoria-geral Distrital de Lisboa. Só na Comarca da Madeira foram movimentados 315 processos. “Processos esses que não podem simplesmente ser arquivados, muitos deles por falta de provas, o que dá confiança ao agressor para continuar no mesmo caminho”, conclui Filipe Rebelo.