Câmara do Funchal homenageou o mais antigo guia-intérprete no ativo

A Câmara Municipal do Funchal entregou, pela primeira vez, no Dia Mundial do Turismo, o Prémio de Mérito Turístico, distinguindo os guias-intérpretes na pessoa de João Veiga Pestana, o mais antigo no ativo, na Madeira e, provavelmente, no país....

Câmara do Funchal homenageou o mais antigo guia-intérprete no ativo
A Câmara Municipal do Funchal entregou, pela primeira vez, no Dia Mundial do Turismo, o Prémio de Mérito Turístico, distinguindo os guias-intérpretes na pessoa de João Veiga Pestana, o mais antigo no ativo, na Madeira e, provavelmente, no país. João Veiga Pestana está na profissão há 57 anos e assegura que ao longo de todos estes anos fez com que "milhares" de turistas voltassem à Madeira. O 'decano' dos guias-intérpretes não tem dúvidas de que esta é uma profissão essencial para o setor, certo de que as redes sociais e as aplicações de telemóvel não substituem o contacto pessoal com profissionais devidamente habilitados e lamentou a "concorrência desleal".  Ao pegar no galardão, fez questão de o entregar ao sindicato que representa a classe na Região e agradeceu o facto de a Câmara se ter lembrado dos guias-intépretes dizendo que já estava em falta um agradecimento público a estes profissionais. Madalena Nunes, vereadora com o pelouro do Turismo, leu a deliberação, aprovada por unanimidade, relativamente à atribuição do prémio aos guias-intérpretes e sublinhou que foi intenção da autarquia "dar visibilidae pública" a esta profissão. A autarca enalteceu o papel dos guias, que considera "muito especiais" no contexto do turismo. Segundo disse, desempenham uma atividade que lhes exige preparação para falarem de tudo, não só com rigor mas também com emoção. Considera mesmo que o turismo não teria a qualidade que tem se não fossem os guias, devidamente habilitados, que tem. A vereadora disse que o Funchal tem um papel importante no sentido de cativar os turistas e que conta com o trabalho dos guias-intérpretes para explicarem aos visitantes o património e tudo o que distingue a cidade dos demais destinos turísticos. Defende que a atividade seja exercida por quem está devidamente habilitado e nota falta de fiscalização.