Calado anuncia alterações nos formatos da Feira do Livro e do Funchal Jazz em 2022

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, visitou esta tarde a Feira do Livro do Funchal, que decorre este ano pela sua 47.ª edição, até ao próximo domingo, 21 de novembro. A visita ao evento dedicado, este ano, a José Saramago, acontece exatamente no dia em que se assinala o arranque oficial das comemorações do centenário do Nobel da Literatura, com o Funchal a ser uma das primeiras cidades a associar-se a esta iniciativa. José Saramago completaria, esta terça-feira, 99 anos. Na ocasião, Pedro Calado mostrou-se satisfeito pelo regresso da Feira do Livro aos seus moldes habituais, nomeadamente à Avenida Arriaga, por estes dias transformada “num centro comercial de livros aberto a todo o público”. E coincide com “um momento feliz”, em que as pessoas já se preparam para fazer as primeiras compras natalícias. Assim, a cultura e as vertentes social e económica surgem associadas num único evento que prima por apoiar os livreiros na exposição dos seus artigos. O presidente da CMF adiantou já possuir “algumas ideias” para a próxima edição do evento, no sentido de envolver ainda mais os madeirenses, em particular as crianças e jovens das escolas. “Esta organização tem de ser virada para nós, para os grupos madeirenses, para os jovens artistas. Temos de dar oportunidade de se apresentarem, de usarem este palco” afirmou aos jornalistas, defendendo um ‘travão’ à digitalização generalizada entre a faixa etária infantojuvenil, que, a seu ver, deve ser mais sensibilizada para a importância do livro. “Não há nada que substituía o prazer de ter o livro nas mãos”, sustentou o autarca, que acredita que a sua promoção deve passar também pela música, pela dança e pelas artes plásticas. Acerca de uma eventual mudança na época do ano a realizar a feira em edições futuras, o líder do Executivo camarário referiu que no final do evento será feito um levantamento acerca desta edição através de um inquérito e reunião de trabalho com a participação dos livreiros, a fim de efetuar um balanço e ouvir a sua opinião acerca de qual a altura preferível para a realização desta iniciativa. Funchal Jazz mais comercial no próximo ano Pedro Calado, questionado também acerca da realização do evento Funchal Jazz, adiantou que a autarquia está a trabalhar num cartaz para realizar um evento dedicado a este género musical em 2022. A seu ver, as alterações que o Funchal Jazz sofreu “nos últimos oito anos” não foram positivas para este evento, que “tornou-se muito técnico” e “muito restrito em termos de conhecimentos musicais”. Assim, defende o seu regresso, mas privilegiando um formato “mais popular e comercial”. “A Madeira tem de estar aberta a todos os grandes artistas, mas em primeiro lugar temos de proteger os nossos”, defendeu, recusando-se a “fazer eventos para privilegiar os que vêm de fora em detrimento dos nossos artistas”.

Calado anuncia alterações nos formatos da Feira do Livro e do Funchal Jazz em 2022
O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, visitou esta tarde a Feira do Livro do Funchal, que decorre este ano pela sua 47.ª edição, até ao próximo domingo, 21 de novembro. A visita ao evento dedicado, este ano, a José Saramago, acontece exatamente no dia em que se assinala o arranque oficial das comemorações do centenário do Nobel da Literatura, com o Funchal a ser uma das primeiras cidades a associar-se a esta iniciativa. José Saramago completaria, esta terça-feira, 99 anos. Na ocasião, Pedro Calado mostrou-se satisfeito pelo regresso da Feira do Livro aos seus moldes habituais, nomeadamente à Avenida Arriaga, por estes dias transformada “num centro comercial de livros aberto a todo o público”. E coincide com “um momento feliz”, em que as pessoas já se preparam para fazer as primeiras compras natalícias. Assim, a cultura e as vertentes social e económica surgem associadas num único evento que prima por apoiar os livreiros na exposição dos seus artigos. O presidente da CMF adiantou já possuir “algumas ideias” para a próxima edição do evento, no sentido de envolver ainda mais os madeirenses, em particular as crianças e jovens das escolas. “Esta organização tem de ser virada para nós, para os grupos madeirenses, para os jovens artistas. Temos de dar oportunidade de se apresentarem, de usarem este palco” afirmou aos jornalistas, defendendo um ‘travão’ à digitalização generalizada entre a faixa etária infantojuvenil, que, a seu ver, deve ser mais sensibilizada para a importância do livro. “Não há nada que substituía o prazer de ter o livro nas mãos”, sustentou o autarca, que acredita que a sua promoção deve passar também pela música, pela dança e pelas artes plásticas. Acerca de uma eventual mudança na época do ano a realizar a feira em edições futuras, o líder do Executivo camarário referiu que no final do evento será feito um levantamento acerca desta edição através de um inquérito e reunião de trabalho com a participação dos livreiros, a fim de efetuar um balanço e ouvir a sua opinião acerca de qual a altura preferível para a realização desta iniciativa. Funchal Jazz mais comercial no próximo ano Pedro Calado, questionado também acerca da realização do evento Funchal Jazz, adiantou que a autarquia está a trabalhar num cartaz para realizar um evento dedicado a este género musical em 2022. A seu ver, as alterações que o Funchal Jazz sofreu “nos últimos oito anos” não foram positivas para este evento, que “tornou-se muito técnico” e “muito restrito em termos de conhecimentos musicais”. Assim, defende o seu regresso, mas privilegiando um formato “mais popular e comercial”. “A Madeira tem de estar aberta a todos os grandes artistas, mas em primeiro lugar temos de proteger os nossos”, defendeu, recusando-se a “fazer eventos para privilegiar os que vêm de fora em detrimento dos nossos artistas”.