BE diz que Governo Regional vai continuar a "condenar a maioria dos madeirenses à pobreza"

"O programa de Governo é mais do mesmo, não melhora as fracas perspectivas de futuro que leva tantos jovens a emigrar. O Governo vai continuar a satisfazer os apetites da sua clientela e a condenar a maioria dos madeirenses à pobreza", começa...

BE diz que Governo Regional vai continuar a "condenar a maioria dos madeirenses à pobreza"
"O programa de Governo é mais do mesmo, não melhora as fracas perspectivas de futuro que leva tantos jovens a emigrar. O Governo vai continuar a satisfazer os apetites da sua clientela e a condenar a maioria dos madeirenses à pobreza", começa por referir o comunicado assinado por Paulino Ascenção. "A primeira prioridade continua a ser a guerrilha com Lisboa, a tese do inimigo externo, sob a capa da "defesa da Autonomia", que não é mais que um disfarce para a incompetência, a má fé e o experimentalismo que regem a acção do Governo Regional. Uma guerrilha estéril, que visa desviar as atenções das opções sempre em favor de uma "seita" de privilegiados cuja fortuna se alimenta do orçamento regional. Como seria de esperar a diferença que o CDS traz é a destruição mais acelerada do Estado Social. O programa de Governo promete reforço de meios públicos para os negócios privados na saúde e na educação em detrimento da escola pública e do serviço público de saúde. Em nome de uma "liberdade de escolha", que é uma liberdade só para quem pode pagar, a Madeira vai acentuar o "apartheid social" com escolas e saúde privadas para as elites endinheiradas e a escola pública e o SRS com cada vez mais piores condições para servir o Povo que não terá outra escolha. A política de concentração da riqueza prossegue, não se vê vontade de melhorar o rendimento de quem trabalha, o valor das pensões ou de combater a precariedade e a insegurança no emprego. Vê-se é vontade de dar borlas fiscais aos rendimentos mais elevados, com a prometida descida do IRC. A realidade de elevados índices de risco de pobreza não é preocupação deste Governo, que apenas prevê aumentar os negócios da caridade, um conjunto de ideias que vão manter a pobreza em níveis aceitáveis em vez de medidas que permitam sair da pobreza. O Governo mantém o registo de fazer proclamações fantasiosas: já se prometeu fazer da Região uma "Singapura do Atlântico" ou mais recentemente alusões ao Dubai; no início do mandato anterior Albuquerque prometia que a Madeira tornar-se-ia central no comércio mundial; agora o novo delírio é a comparação com a Irlanda. São proclamações muito boas para fazer títulos de jornais e que revelam uma dose excessiva de fantasia na cabeça dos governantes", acrescenta a nota.