Albuquerque levou valores “exorbitantes” nas passagens aéreas a reunião com Costa

Entre os três pontos essenciais discutidos na reunião, o presidente do executivo regional destacou a necessidade de se encontrar uma solução para que os residentes na Madeira não tenham que continuar a adiantar os valores “exorbitantes” nas...

Albuquerque levou  valores “exorbitantes” nas passagens aéreas  a reunião com Costa
Entre os três pontos essenciais discutidos na reunião, o presidente do executivo regional destacou a necessidade de se encontrar uma solução para que os residentes na Madeira não tenham que continuar a adiantar os valores “exorbitantes” nas passagens aéreas de ligação ao território continental e vice-versa. “Vamos constituir, rapidamente, um grupo de trabalho para avançarmos com a possibilidade de os residentes na Madeira não terem de adiantar as quantias muito elevadas que têm que fazer para viajar em território nacional”, adiantou o presidente do Governo Regional, referindo que deve ser encontrada uma solução semelhante à que foi gizada para os estudantes, “em que o residente só paga o valor dos 86 euros”. Outra das questões abordadas foi a necessidade de se fazer um estudo de mercado para averiguar da possibilidade ou não de ser criada uma ligação marítima para a Madeira. “Vamos avançar, também, no que diz respeito à ligação marítima, com um estudo de mercado, no sentido de avaliarmos da possibilidade de ter essa linha”, referiu o responsável pelo executivo madeirense, explicando que é preciso saber se há companhias interessadas em investir no serviço de ‘ferry’ que assegure a ligação entre a região e a cidade de Lisboa. Na perspetiva de Miguel Albuquerque, a mobilidade dos cidadãos portugueses dentro de território nacional “é uma situação que urge resolver”, pelo que as medidas nesse âmbito vão “avançar rapidamente”. Questionado sobre se houve a garantia de que estas questões vão constar no OE2020, nomeadamente o cofinanciamento do novo hospital da região, o presidente do Governo da Madeira disse que recebeu esse “compromisso”, frisando que “a palavra de um primeiro-ministro é palavra sagrada". “Temos que avançar já para o próximo ano. Isto são situações que têm que ser resolvidas e, neste momento, temos todas as condições de diálogo institucional e de colaboração para trabalhar em conjunto para a solução que tem a ver com o interesse nacional”, reforçou. Rejeitando a ideia de existir um caderno de encargos apresentado pelo Governo Regional da Madeira ao Governo da República, Miguel Albuquerque realçou que, neste momento, o que há é “um diálogo profícuo”. “Passámos o período eleitoral, neste momento, temos quatro anos para trabalhar em conjunto”, apontou o presidente do executivo madeirense, acrescentando que existem dois Governos, Regional da Madeira (PSD/CDS) e República (PS), constituídos legitimante, que têm que colaborar e que têm que encetar um dialogo útil em prol das populações.