À epidemia do novo coronavírus junta-se o afundamento dos preços do petróleo.

As principais bolsas europeias estavam em forte baixa hoje, dia em que o petróleo Brent está em queda livre, a cair mais de 30%, devido à guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia. À epidemia do novo coronavírus junta-se o afundamento...

À epidemia do novo coronavírus junta-se o afundamento dos preços do petróleo.
As principais bolsas europeias estavam em forte baixa hoje, dia em que o petróleo Brent está em queda livre, a cair mais de 30%, devido à guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia. À epidemia do novo coronavírus junta-se o afundamento dos preços do petróleo e as revisões em baixa do crescimento económico. É o caso da França que baixou hoje a estimativa de crescimento económico, devido à epidemia do novo coronavírus, para 0,1% no primeiro trimestre, menos duas décimas, e para menos de 1% no conjunto do ano. O barril de petróleo Brent para entrega em maio de 2020 também abriu hoje em forte baixa, a cotar-se a 34,68 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, contra 45,27 dólares na sexta-feira, a maior queda desde a Guerra do Golfo em 1991, devido à guerra de preços entre a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo, e a Rússia. Na semana passada, Moscovo não aceitou a proposta da OPEP de cortar 1,5 milhões de barris por dia devido à epidemia do novo coronavírus e agora Riade decidiu cortar os preços, a maior queda em quase 20 anos, e aumentar a produção. Na sexta-feira, a bolsa de Nova Iorque terminou com o Dow Jones a cair 0,98% para 25.864,78 pontos, contra 29.551,42% em 12 de fevereiro, atual máximo desde que foi criado em 1896. No mesmo sentido, o Nasdaq fechou a recuar 1,87% para 8.575,62 pontos, contra o atual máximo de 9.817,18 pontos em 19 de fevereiro. A nível cambial, o euro abriu hoje em forte alta no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,1419 dólares, um máximo dos últimos seis meses, contra 1,1214 dólares na sexta-feira e 1,0792 dólares em 19 de fevereiro, atual mínimo desde abril de 2017.